Marcos Zanatta
de Maringá
A decisão da Secretaria de Educação do Paraná de suspender as matrículas para as turmas de magistério para o próximo ano está mobilizando professores, estudantes, pais e líderes em Maringá.
Na quarta-feira, uma pesseata seguida de ato público pretende demonstrar o descontentamento ‘‘de toda a região’’ com o fim do magistério.
‘‘Estamos com 4 mil alunos, 2 mil no magistério, e não podemos aceitar essa situação’’, diz a diretora do Instituto Estadual de Educação de Maringá, Norma Defume.
O fim do curso estava programado para 2006, mas a Secretaria de Educação decidiu ‘‘antecipar’’ sua extinção.
Norma explica que o magistério não foi incluído como curso profissionalizante e deveria ser encaixado no ensino pós-médio. ‘‘Só que em Maringá nenhuma escola conseguiu implantar o curso’’, lamenta.
Outro problema na visão da diretora é que as escolas vão formar técnicos e não professores. ‘‘Nós achamos um contra-senso acabar com o magistério em um país com 300 mil analfabetos e 11 mil professores leigos’’.
O impedimento da continuidade do curso está mobilizando também entidades de vários setores.
‘‘Até 1996 o Paraná tinha 350 escolas de magistério e hoje são apenas 12, o que é preocupante’’, diz o empresário Walter Martins Pedro, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem).
Ele sugere um estudo para manter a formação de professores. ‘‘Pelo menos prorrogando o máximo possível o fim do curso de magistério’’, apela.

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