Curitiba - Do início da Operação Verão, em 16 de dezembro, até ontem, o Corpo de Bombeiros realizou 1.047 salvamentos nas praias paranaenses. Seis pessoas morreram afogadas. A sexta vítima, Antônio Paulo da Silva, de 47 anos, que mora em Mandaguari (33 quilômetros a leste de Maringá), morreu próximo ao Morro do Cristo, em Guaratuba, por volta das 14 horas da última sexta-feira.
Silva estava em um local com profundidade de aproximadamente um metro, ele mergulhou e não retornou mais à superfície. Seu filho de 6 anos disse que pensou que o pai estava procurando conchas e, por isso, nenhum alarme foi dado pelos banhistas que estavam próximos. Testemunhas contaram que ele teria almoçado há pouco tempo e apresentava, eventualmente, quadro de crises epiléticas.
Os bombeiros acreditam que ele tenha se afogado por causas secundárias, uma vez que não houve nenhum pedido de socorro ou movimentação que mostrasse o que estava ocorrendo. A suspeita é que após ter uma crise convulsiva, ele tenha aspirado grande quantidade de água para os pulmões, resultando na morte.
O corpo foi resgatado por um barco inflável do Corpo de Bombeiros, a 150 metros do local do afogamento. Foram realizados procedimentos de reanimação cardíaca e respiratória por aproximadamente 45 minutos, mas devido ao grande período em que a vítima permaneceu submersa não houve a possibilidade da reanimação.
Ainda na sexta-feira, João Franco Rodrigues, de 32 anos, de Cascavel, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros, depois de sofrer uma queda de aproximadamente dez metros de altura, no Morro do Boi, em Caoibá, no Litoral. Segundo um pescador, ele estava sentado em uma pedra e escorregou. Ele teve traumatismo craniano e seu estado é grave.
O resgate mobilizou 12 homens. Os bombeiros chegaram a acionar barco inflável, moto-aquática e até uma lancha modelo Siate, mas nenhum dos veículos foi usado. O salvamento acabou sendo feito por terra, com uso de um sistema de cabos. Rodrigues foi levado para o hospital Navegantes, em Matinhos, e depois transferido para Paranaguá, por causa da gravidade dos ferimentos.(Colaborou Andréa Lombardo)

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