Fim de salão para velórios congestiona capela em C. Mourão
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quarta-feira, 05 de março de 1997
Do correspondente 
CAMPO MOURÃO - A demolição do Salão Paroquial São José, na área central de Campo Mourão, está gerando aumento no uso da capela mortuária do Cemitério Municipal São Judas Tadeu. A capela foi construída há 10 anos, mas praticamente não era usada até o início do ano passado. As pessoas alegavam má localização - ela fica dentro do cemitério e afastada do centro. A falta de uso era tão grande que uma das capelas acabou transformada em sede da Central Funerária.
Segundo a administradora do Cemitério, Sônia Silvestrin, a média de velórios na capela está chegando a 20 por mês. Já aconteceu de um corpo sair de capela e outro entrar logo em seguida, conta. Há pouco tempo, a capela chegava a ficar mais de um mês sem ser usada. O salão paroquial era preferido porque ficava no centro. De tantos velórios realizados no local, aos poucos o salão foi ganhando um clima fúnebre e deixou de sediar outros eventos, principalmente festas.
De acordo com o padre Jorge Wostal, no lugar do salão será construído um centro de formação. O projeto será apresentado no início de abril e as obras concluídas até o final do ano. O centro vai contar com 50 apartamentos para alojar participantes de retiros, encontros e reuniões da Igreja. Enquanto isso, na Câmara, os vereadores Joani Teixeira e Izael Skowronski, ambos do PSDB, já pediram a construção de capelas mortuárias no centro e no bairro Lar Paraná.


