A Urbamar, empresa responsável pela urbanização do Novo Centro de Maringá, liberou ontem o tráfego de veículos na avenida São Paulo. Interditada há 43 dias para as obras do viaduto com o túnel ferroviário, a São Paulo fica no trecho mais movimentado da área comercial do centro da cidade. Em média, segundo estatística da Secretaria dos Transportes, passam pela avenida 30 mil veículos por dia. ‘‘A interdição causou transtornos, mas a partir de agora vai melhorar o trânsito na região’’, explica o presidente da Urbamar, Jorge Tranjan.
A avenida São Paulo foi o trecho mais complicado dos cinco viadutos que serão construídos no Novo Centro. Os outros são das avenidas Paraná, Duque de Caxias, Herval e da rua Piratininga. O projeto prevê ainda um viaduto na avenida Pedro Taques, fora da área do Novo Centro. A São Paulo, explica Tranjan, era a única via sem passagem de nível. O viaduto que existia no local, construído há mais de 20 anos, rebaixou a avenida permitindo a passagem do trem no nível acima dos veículos.
Com a obra do túnel ferroviário, a avenida foi soterrada, passando para o leito normal, permitindo o rebaixamento dos trilhos. ‘‘No trecho da São Paulo fomos obrigados a aumentar em 140 metros a extensão do túnel para evitar desapropriações, e a obra exigiu ainda a mudança de cabos de energia e adutoras do abastecimento de água para o nível normal’’, diz Tranjan. Ele adiantou ontem que o viaduto da avenida Paraná, único trecho ainda interditado, será entregue no máximo até o dia 2 de janeiro. Em seguida, começam as obras do viaduto da avenida Pedro Taques, que vai permitir o rebaixamento da linha férrea em toda extensão do centro da cidade.

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