A propósito do comentário feito aqui, ontem, destacando que a Cidade está ficando mais limpa, um leitor entra em contato para falar sobre o que acontece na rua em que mora, todo sábado. Ele reside na rua São Vicente que tem, como conta, feira livre todos os sábados.
Quanto ao desconforto provocado devido à feira em si, ele passa por cima. Entende que alguém tem de enfrentar o problema. Se não for na rua em que ele mora, será na rua em que outro mora. Mas o problema vem depois. No chamado fim de feira. Os feirantes, ele até admite, fazem sua parte, limpam. Mas é claro que fica sujeira. Depois, tem também os que vão às sobras para catar alguma coisa aproveitável. É uma situação triste, mas real. Também aí nada a opor a quem tenta sobreviver com os restos. Ocorre que, com tudo isto, fica uma tremenda imundície na rua.
E a limpeza acontece só à noite. Se acontece, lembra o leitor, porque se o dia de feira é feriado, então não tem limpeza. E a rua fica imunda até a segunda-feira.
Este negócio da coincidência de feriado com os dias de passagem do serviço de limpeza já foi comentado aqui, em outras circunstâncias. A bronca é séria. A AMA anunciou que tem insistido para que a limpeza seja feita, independente do feriado. Pela queixa do leitor, isto não acontece. O que ele pede, afinal, não é que mudem o local da feira, mas que haja uma atenção mais objetiva à limpeza, o que parece ser um pleito bastante justo.

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