O fim de ano é uma época crítica para as polícias Civil e Militar, que precisam redobrar os cuidados para evitar fugas. Tradicionalmente, segundo a polícia, os presos tentam escapar para passar as festas com a família. Ontem pela manhã, oito presos presos fugiram da carceragem do 2º Distrito Policial (DP) de Londrina. Eles estavam em uma das cinco celas modulares da delegacia, que fica na Rua Santa Marta, no Jardim Espanha, Zona Leste.
Segundo o delegado do 2º DP, Mozart Rocha Gonçalves, os presos teriam fugido pelo telhado do contêiner e usado sacos plásticos para pular o arame farpado que protege o muro. Eles também destruiram um dos portões, que logo em seguida foi recolocado pelos policiais.
A Polícia Militar foi chamada para reforçar a vigilância e procurar os fugitivos. Esposas de detentos que aguardavam o horário de visita protestaram, pedindo para que os policiais não batessem nos presos que permaneceram no DP. A visita foi adiada para hoje de manhã.
Ainda conforme o delegado, o Pelotão de Choque da Polícia Militar foi acionado mas não precisou agir. ''Vou analisar as câmeras de segurança para saber quantos funcionários estavam presentes no momento da fuga'', declarou Gonçalves, assinalando que a saída dos presos se deu pouco antes do início do expediente. Ontem mesmo três detentos foram recapturados, sendo dois em Londrina e um em Ibiporã (Norte).
Atualmente, o 2º distrito abriga 305 homens, numa carceragem que tem capacidade para 122. Os outros dois distritos de Londrina que abrigam presos - só que nesse caso, só mulheres - também estão superlotados. No 3º DP, na Zona Oeste, 65 presas vivem num espaço limitado para 36; e no 4º DP, na Zona Sul, pelo menos 45 estão na unidade que tem capacidade para apenas 24.
Alerta
O delegado chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, confirma que o fim do ano é crítico e que a polícia procura atuar com mais cautela. ''Ficamos em alerta porque essa época de calor intenso e a saudade dos familiares fazem com que os presos tentem fugir'', afirmou.
''Mas no caso do 2º distrito verificamos que houve negligência por parte de dois funcionários que abriram o pátio de sol para os presos antes do horário correto. Eles fizeram isso antes mesmo da presença de reforço policial. Os dois funcionários assinaram um termo circunstanciado e responderão procedimentos administrativos por isso'', enfatizou Barroso.

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