Desde a zero hora de ontem o consumidor de Londrina está pagando mais caro pelo combustível. Postos consultados ontem de manhã pela Folha informaram que não praticaram aumentos, mas retiraram as promoções, o que na prática significou que o álcool e a gasolina estão sendo comercializados com preços superiores. O sindicato da categoria garantiu que não deu nenhuma orientação nesse sentido aos associados.
Nas bombas, os preços praticados ontem eram variados, segundo levantamento informal feito pela Folha. O litro da gasolina que estava sendo vendido em média a R$ 0,80 (preço com desconto), passou a ser comercializado em média a R$ 0,85 com o fim das promoções. O álcool, que podia ser adquirido em torno de R$ 0,60 o litro, passou a custar em torno R$ 0,65. Os preços variam em cada estabelecimento.
‘‘Não cabe a nós estipular preços’’, afirmou ontem pela manhã o diretor do Sindicombustíveis, em Londrina, Valter Sasso. Em nota publicada na edição de ontem da Folha, o sindicato alerta consumidores sobre possíveis irregularidades no setor de combustíveis em Londrina. De acordo com a nota, ‘‘o preço mínimo praticado pelas distribuidoras honestas, que recolhem seus tributos, é de R$ 0,67 a R$ 0,69 por litro de gasolina e R$ 0,44 a R$ 0,48 por litro de álcool.’’
Ainda de acordo com a nota, a operação de um posto de combustível exige que se trabalhe com uma margem de lucro variável entre R$ 0,12 a R$ 0,17 por litro de combustível comercializado. ‘‘É impossível vender abaixo do preço pago na revenda’’, informou ontem o diretor da entidade.
Proprietários de postos consultados informaram que a retirada das promoções foi a forma encontrada para aumentar a lucratividade e fazer frente às despesas com pagamento de 13º salário e férias de funcionários neste final de ano.

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