Fim da unidade
muda vida de
bancários antigos
O bancário Mauro Vaz trabalha no Banco do Brasil há 19 anos, sendo 12 no Centro de Processamento de Serviços e Comunicações (Cesec). Com a a desativação da unidade, ele já decidiu que irá para Brasília. ‘‘Encarei a notícia com naturalidade porque isso já estava previsto há algum tempo’’, afirma.
Como a mulher dele, Josiane, também trabalha no BB, a decisão sobre o que fazer ficou mais fácil. ‘‘Ela já está em Brasília há duas semanas’’, conta Mauro Vaz. Melhoras salariais e funcionais pesaram na decisão do casal, segundo ele.
Mauro Vaz revela que, inicialmente, os dois filhos, de 10 e 13 anos, foram contra a transferência, por causa do colégio e dos amigos. Mas ele acredita que hoje eles já aceitaram a idéia. Os filhos irão para Brasília em julho, durante as férias escolares.
Ao contrário de Mauro Vaz, muitos funcionários ainda não resolveram o que irão fazer. ‘‘Será uma decisão difícil’’, afirma uma bancária, que não quis se identificar. Ela trabalha no Cesec desde 1983 e conta que a opinião da família (marido e dois filhos) será fundamental na escolha.
A bancária conta que o marido não trabalha no banco e isso dificultará seus planos no caso de optar por uma transferência para outra cidade. ‘‘Quando penso em sair do banco, ando pela cidade e vejo tantas portas fechadas que fico com receio’’, revela.
A funcionária do Cesec afirma que está ansiosa e acredita que esta sensação irá crescer à medida que a data da desativação for chegando. Ela diz ainda estar triste. ‘‘Conheço todas as salas, os corredores, tudo aqui tem um pouco de história.’’
Luis Cláudio Castelo Branco trabalha no BB há 15 anos, sendo 12 no Cesec. Ele também não tomou nenhuma decisão, apesar de achar que seu caso é mais simples, por ser solteiro. ‘‘Tenho uma atividade paralela ao banco e as duas se completam. Mas ainda não decidi entre a transferência ou sair do banco’’, explica ele. Filho e neto de funcionários do BB, Luis Cláudio observa que o fato de trabalhar no banco sempre representou segurança. ‘‘Hoje vemos que não temos esta segurança. Daqui a dois anos não sabemos se o Cesec de São José dos Pinhais vai estar funcionando.’’

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