Fim da tolerância de 15 minutos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Com o início oficial da operação dos novos parquímetros na segunda-feira, começa a contagem regressiva para o fim da tolerância de 15 minutos nos estacionamentos em vagas rotativas da Zona Azul em Londrina. Segundo o coordenador da Epesmel (entidade responsável pelo serviço), Wellington Marcatti, essa mudança está prevista em lei municipal, de dezembro do ano passado. "Ainda haverá um prazo; a tolerância durará até que sejam criadas vagas rotativas específicas para esse fim", explicou ele, sem dar detalhes.
A sinalização será realizada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que aguarda o estudo do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) para saber onde as 100 vagas de permanência rápida serão implantadas.
Seja onde forem implantadas, a extinção da tolerância desagrada os motoristas.
"Vou ter que carregar um moedeiro somente para estacionar nessas vagas da Zona Azul", reclamou o vendedor Marcelo Pereira. Segundo ele, a justificativa de que há orientadores para comercializar cartões magnéticos não procede. "Já fiquei esperando um tempo considerável no Centro."
Fernando Yogi, que trabalha na Câmara de Vereadores, além de criticar o fim da tolerância, reclamou da questão do troco. No sistema de botons, mesmo que a pessoa adquirisse créditos a mais, poderia utilizar esse saldo em uma outra oportunidade, o que não acontece no novo parquímetro. "A tecnologia tem que vir para ajudar, por isso deveria evoluir. Com esse novo parquímetro foi como se voltássemos ao tempo do cartão de papel, quando perdíamos os créditos que não eram usados", criticou.
Opinião compartilhada por outro usuário, Airton Fonseca. "Nem sempre temos moedas para colocar nesses parquímetros", reclamou. "O coletor de moedas está programado para reconhecer moedas com valores entre R$ 0,05 e R$ 1, mas não dá troco. A pessoa deve depositar o valor exato referente ao período em que permanecer na vaga. Se for estacionar em outra vaga da Zona Azul e ainda restar algum tempo, pode utilizar o mesmo comprovante", explicou Marcatti.
Uma evolução em relação aos antigos equipamentos foi a emissão de um comprovante impresso. O técnico em eletrônica Marcos Bergoc relatou que não era reembolsado pela empresa em que trabalha, porque não tinha um comprovante de estacionamento. "Eu gastava R$ 20 por mês só com essas paradas na Zona Azul."
E para quem ultrapassava o horário ou era notificado pelo agente da Zona Azul, também era difícil pagar a multa na sede da Epesmel ou encontrar um coordenador na rua. Agora, o pagamento pode ser realizada no equipamento.
Ao todo foram instalados 85 novos parquímetros na área central, que vão controlar aproximadamente 2,1 mil vagas de estacionamento rotativo. Os equipamentos, cuja principal novidade é que funcionam com moedas, foram comprados pela Epesmel e vêm substituir os totens que eram alugados. O usuário para R$ 0,60 por meio hora e R$ 1,20 se estacionar por uma hora.
Segundo o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, há previsão de expansão do sistema, mas os locais ainda estão em estudo. "Já houve uma manifestação em uma reunião do Plano Plurianual solicitando uma Zona Azul para a Avenida Saul Elkind (zona norte), mas o Ippul precisa fazer um estudo", explicou.
Leia também:
Regulagem do coletor de moedas


