Fim da estiagem traz alívio ao Paraná
Da Redação
Chuvas que começaram na tarde de anteontem, na maioria dos municípios do Oeste do Estado, prosseguiram em grande volume ontem e estão dificultando o trabalho de recuperação de estragos causados pela precipitação de granizo, principalmente em Cascavel. Segundo o Corpo de Bombeiros, aproximadamente 450 moradias tiveram telhados danificados.
Os maiores problemas ocorreram nos bairros São Cristóvão, Claudete, Parque Verde, Periolo e Pacaembu. O prefeito Salazar Barreiros (PPB) telefonou para a governadora em exercício, Emilia Belinati (PTB), pedindo pelo menos oito mil telhas de amianto para fornecimento aos moradores, além do que a prefeitura já está doando. Associações de bairros pediram também agasalhos e alimentos.
Moradores que não tiveram prejuízos comemoravam ontem a continuidade das chuvas, que deram fim aos incêndios florestais. O volume de chuvas entre 15 horas de anteontem e 14 horas de ontem foi de 145 milímetros, de acordo com medição feita no posto da cooperativa Coopavel. A previsão é de que as chuvas continuem no final de semana, afastando o risco de racionamento de água principalmente em Cascavel.
Noroeste A população de Maringá se aliviou com a chuva e a temperatura amena de 19 graus durante o dia de ontem, depois de 64 dias de estiagem. A precipitação começou exatamente às 20h57 de anteontem e até ontem à tarde, a Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM) havia registrado 13.7 milímetros de chuva. A umidade relativa do ar também não poderia ser melhor para a saúde pública, com 98%, bem diferente dos 17% verificados no último dia 2.
Segundo dados da Estação da UEM, a última vez em que choveu na cidade foi no dia 6 de julho, quando o índice pluviométrico atingiu apenas 8.4 milímetros. A média mensal do município é de 150 milímetros. A chuva colaborou para dissipar a névoa de poeira e fumaça que encobria Maringá nas últimas semanas. Além de problemas de saúde na pessoas, a névoa ampliada por causa das queimadas em terrenos urbanos e áreas de zona rural da região provocou problemas de visibilidade. O Aeroporto Gastão Vidigal chegou a suspender operações de vôo, porque a visibilidade não chegava a quatro quilômetros, quando o normal é de 10 quilômetros.
Norte Em Londrina e no Norte do Estado, a chuva de ontem e as duas rápidas precipitações de anteontem, a primeira à tarde e a segunda no final da noite, foram suficientes também para eliminar a poeira e a fumaça que tomava conta do ar. A umidade do ar, que estava abaixo de 40%, subiu para 89% ontem, às 15 horas. A chuva é suficiente para apagar a poeira e melhorar a umidade do ar, comentou a agrometeorologista do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), Rosa Maria Nascimento dos Santos.
Com a chuva, ainda que tímida, uma brisa mais refrescante brindou os londrinenses. Na noite de anteontem choveu em torno de 1,1 milímetro e até às 15 horas de ontem havia chovido somente 2 milímetros. Na região, as pricipitações mais significativas foram registradas em Apucarana e municípios vizinhos. A previsão para hoje é que a frente fria saia do Paraná, mas as áreas de instabilidade devem continuar sobre o Leste e o Norte do Estado, provocando chuvas isoladas. Para o final de semana os meteorologistas acreditam somente em pancadas isoladas de chuva. Participaram Alexandre Sanches (Londrina), Marta Medeiros (Maringá), Paulo Pegoraro (Cascavel)No Oeste do Estado as precipitações causaram prejuízos em alguns municípios, mas nas demais regiões a chuva foi abençoada
Edson MazzettoKraw PenasMarcos NegriniDorico da SilvaCENAS DA CHUVAEm Cascavel, morador usa lona para cobrir telhado danificado pelo granizo (acima); ao lado e abaixo, cenas da chuva em Curitiba, Maringá e Londrina





