Filial foi vendida em 97, diz contador
O diretor do Sindicato dos Empregados na Indústria da Construção Civil, José Aparecido Martins, diz que a entidade vinha acompanhando a situação da serraria Jangada havia vários meses. Eles atrasavam o salário, mas sempre pagavam, observa.
Além de deixar os funcionários sem salários e rescisões de contrato, Martins diz que o responsável pela serraria, João Marques, deixou vários outras dívidas com fornecedores. Além disso, há meses ele não depositava o Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários e não repassada a mensalidade do sindicato, que era descontado do salário, relata.
Martins explica que a matriz da serraria Jangada fica em São José do Rio Claro (MT). Telefonei para lá, mas alegaram que a filial de Cambé tinha sido vendida há cinco meses e que eles não tinham nada a ver com a história, afirma. Apesar da explicação, ele diz estranhar o fato de todos os documentos serem em papel timbrado com nome e endereço da serraria Jangada.
O advogado do sindicato, Gerson da Silva, diz que a primeira providência é conseguir dar baixa nas carteiras de trabalho para que os funcionários possam ser contratados em outra empresa. Ele informa que irá ingressar com uma ação trabalhista contra a serraria. Vamos verificar se a Jangada tem bens e pedir o arresto para garantir o pagamento da dívida, observa.
A Folha telefonou para o escritório de contabilidade da serraria Jangada, em Cuiabá. Segundo o contador, que se identificou como João Antônio, a filial da serraria em Cambé foi vendida em fevereiro de 1997. O novo proprietário ficou de fazer a alteração da mudança de nome no contrato, afirmou. Agora ficamos sabendo que ele não fez esta alteração, completou.
Antônio disse que não tem mais contato com Marques e que a matriz não tem qualquer culpa com relação ao problema dos funcionários. (L.O.)





