Curitiba - As chances do litoral paranaense ser berço de nascimento de exemplares de tartaruga-gigante (espécie ameçada de extinção) são praticamente nulas. Hoje, completam-se 100 dias da provável postura de ovos no balneário de Canoas, em Pontal do Paraná. No início da semana que vem, as biólogas do Centro de Estudos do Mar e do Instituto Cananéia começam a fazer as escavações no ninho em busca dos ovos, ou o que restou deles, para investigar as possíveis causas do não desenvolvimento dos filhotes.
Para a bióloga do Instituto Cananéia, Liana Rosa, a expectativa de que os filhotes nasçam está diminuindo, pois já se passou mais tempo do que o normal e a chegada de outras frentes frias tornam o ambiente ainda menos favorável para a espécie. Liana não cogita a possibilidade do nascimento ter escapado ao monitoramento feito pelas biólogas.
A expectativa em relação ao ninho de Canoas era maior do que no ninho de Pontal do Sul, onde a tartaruga-gigante apareceu, primeiramente, no dia 7 de janeiro. Em Canoas, o ambiente é mais semelhante ao do litoral do Espírito Santo - região preferida pelas tartarugas-gigantes para fazer as desovas -, apesar da diferença de clima e da areia. Nas investigações no ninho de Pontal do Sul, há mais de 15 dias, as biólogas não encontraram sequer vestígios de ovos.
Liana diz que, mesmo que os filhotes não nasçam, o aparecimento da tartaruga-gigante no Paraná, fato que até então não havia sido registrado cientificamente, já foi importante para reunir informações sobre o comportamento da espécie ameaçada de extinção.

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