Nasceu na madrugada de domingo quatro filhotes de cisne negro que já estão ‘‘passeando’’ pelo lago do Parque do Ingá, em Maringá. Os filhotes são do casal ‘‘Sol’’ e ‘‘Lua’’, dois cisnes negros doados pelo Zoológico de São Paulo em 1996 para o minizôo do Parque do Ingá. A mãe Lua toma todos os cuidados para evitar qualquer incômodo aos filhotes, mas já no domingo à tarde, o casal foi visto junto com os quatro pequenos rebentos nadando na lagoa da reserva florestal.
De acordo com a diretora do Parque do Ingá, Lídia Maróstica, esta é a primeira reprodução de cisne em Maringá. Ante do casal Sol e Lua, o Parque já havia recebido o primeiro casal de cisne negro: Romeu e Julieta, que vive até hoje na lagoa da reserva. ‘‘Percebemos que a Lua estava chocando quando vimos ela colhendo folhas para fazer o ninho’’, diz Lídia. O período de incubação dos ovos de cisne é de 35 dias.
O cisne negro é originário da Austrália e, conforme Lídia, é uma espécie de difícil reprodução. Tanto o macho como a fêmea são muito seletivos com relação ao local e alimentação. No caso de Sol e Lua, Lídia acredita que o casal se adaptou rapidamente à lagoa do Parque do Ingá. Considerado o símbolo do amor (o macho é absolutamente fiel), o cisne negro encanta os visitantes do parque.
Nos últimos 35 dias, Sol deu demonstração do amor e dedicação à Lua revezando com ela os cuidados com o ninho, formado na beira do lago. ‘‘Quando a Lua saía para se alimentar, o Sol ficava cuidando do ninho para ela’’, diz Lídia. O cisne sempre se alimenta dentro da lagoa. Por isso, havia necessidade de Lua deixar o ninho por algum tempo.
O casal Sol e Lua tem aproximadamente cinco anos de idade. O cisne atinge a idade adulta aos 3 anos, mas em seis meses os filhotes começam a mudar a cor das penas. Os quatro filhotes nascidos domingo têm penas de cor cinza.
Os cuidados com o casal de cisne negro e seus filhotes foi redobrado pela direção do Parque do Ingá. Há mais de uma semana foi montado um sistema de vigilância permanente porque alguns visitantes tentaram pertubar a fêmea no ninho, tentando atingi-la com galhos de árvore. Agora, com o nascimento dos filhotes, Lídia afirma que a vigilância será permanente para evitar inclusive roubo. Os filhotes devem ficar no Parque do Ingá pelo menos por dois anos e só então deverão ser trocados por espécies de outras instituições.

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