Filhotes de cisne negro são atração no minizôo
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segunda-feira, 27 de julho de 1998
Lucinéia Parra 
Nasceu na madrugada de domingo quatro filhotes de cisne negro que já estão passeando pelo lago do Parque do Ingá, em Maringá. Os filhotes são do casal Sol e Lua, dois cisnes negros doados pelo Zoológico de São Paulo em 1996 para o minizôo do Parque do Ingá. A mãe Lua toma todos os cuidados para evitar qualquer incômodo aos filhotes, mas já no domingo à tarde, o casal foi visto junto com os quatro pequenos rebentos nadando na lagoa da reserva florestal.
De acordo com a diretora do Parque do Ingá, Lídia Maróstica, esta é a primeira reprodução de cisne em Maringá. Ante do casal Sol e Lua, o Parque já havia recebido o primeiro casal de cisne negro: Romeu e Julieta, que vive até hoje na lagoa da reserva. Percebemos que a Lua estava chocando quando vimos ela colhendo folhas para fazer o ninho, diz Lídia. O período de incubação dos ovos de cisne é de 35 dias.
O cisne negro é originário da Austrália e, conforme Lídia, é uma espécie de difícil reprodução. Tanto o macho como a fêmea são muito seletivos com relação ao local e alimentação. No caso de Sol e Lua, Lídia acredita que o casal se adaptou rapidamente à lagoa do Parque do Ingá. Considerado o símbolo do amor (o macho é absolutamente fiel), o cisne negro encanta os visitantes do parque.
Nos últimos 35 dias, Sol deu demonstração do amor e dedicação à Lua revezando com ela os cuidados com o ninho, formado na beira do lago. Quando a Lua saía para se alimentar, o Sol ficava cuidando do ninho para ela, diz Lídia. O cisne sempre se alimenta dentro da lagoa. Por isso, havia necessidade de Lua deixar o ninho por algum tempo.
O casal Sol e Lua tem aproximadamente cinco anos de idade. O cisne atinge a idade adulta aos 3 anos, mas em seis meses os filhotes começam a mudar a cor das penas. Os quatro filhotes nascidos domingo têm penas de cor cinza.
Os cuidados com o casal de cisne negro e seus filhotes foi redobrado pela direção do Parque do Ingá. Há mais de uma semana foi montado um sistema de vigilância permanente porque alguns visitantes tentaram pertubar a fêmea no ninho, tentando atingi-la com galhos de árvore. Agora, com o nascimento dos filhotes, Lídia afirma que a vigilância será permanente para evitar inclusive roubo. Os filhotes devem ficar no Parque do Ingá pelo menos por dois anos e só então deverão ser trocados por espécies de outras instituições.


