Um filhote de tamanduá-mirim com aproximadamente 40 dias de vida está sendo criado no zoológico do Parque do Ingá, em Maringá. Batizado pelos tratadores do zôo de Baby, o filhote foi encontrado ao lado do corpo da mãe, morta atropelada na PR-317, próximo a Santa Fé (47 km ao norte Maringá), na semana passada.
Em dezembro do ano passado, um tamanduá-bandeira também foi encontrado na região e mandado para o Parque do Ingá. O animal foi encaminhado depois ao Zoológico de São Paulo e faz parte de um programa nacional de reprodução da espécie.
Segundo a bióloga Lídia Maróstica, diretora do parque, o filhote de tamanduá fica nas costas da mãe nos primeiros anos de vida e Baby estava ao lado do corpo quando foi encontrado por pessoas que passavam pela estrada. O animal foi entregue na delegacia da cidade, que encaminhou ao Parque do Ingá. Por enquanto, o filhote está recebendo apenas alimento à base de leite materno reconstituído e não apresenta sinais de estresse. ‘‘Ainda é prematuro analisarmos a situação de filhote no cativeiro’’, afirmou Lídia. ‘‘Mesmo muito novo e saindo do lado da mãe, o filhote apresenta sinais de agressividade próprios de sua natureza’’, disse Lídia. Por enquanto, ainda não existe nada definido sobre o futuro de Baby, que pode ficar no zoológico do parque.
A veterinária Evandra Maria Voltarelli, que cuida do filhote, disse que Baby está bem adaptado ao zoológico. O tamanduá é um animal lerdo, inclusive o metabolismo, e para a defesa usa as unhas já que não tem dentes. Depois de adulto, a espécie se alimenta de insetos.Marcos NegriniAdaptaçãoPrimeiros dias do animal no cativeiro estão sendo tranquilos, diz a bióloga Lídia MarósticaMarcos Zanatta

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