Um filhote de irara, mamífero da família das lontras e ariranhas, está atraindo a atenção de biólogos e pesquisadores em Foz do Iguaçu. Há seis anos, os zoológicos de todo o País não registram o nascimento de um único exemplar em cativeiro.
Depois de completar um mês de vida, finalmente o filhote pôde ser fotografado. Segundo o veterinário Wanderlei de Moraes, que trabalha no Refúgio Biológico Bela Vista, mantido pela Itaipu, os pesquisadores ainda nem sequer tocaram na cria para saber o sexo, o peso e medidas. ‘‘A fêmea já matou quatro filhotes, o que nos levou a redobrar as precauções para que isso não ocorresse’’, explicou.
A mãe do filhote foi apreendida em um circo de Santa Helena (113 quilômetros de Foz) há oito anos. Como viveu sempre em cativeiro, ela não pode ser solta. O pai foi encontrado ferido, depois de ter sido atropelado em um bairro de Foz. Completamente recuperado, o macho já está incluído na lista de animais que serão soltos no Parque Nacional do Iguaçu ainda este ano.
Embora não esteja ameaçada de extinção, a irara dificilmente se reproduz em cativeiro. O último nascimento foi registrado em 1994 no zoológico de Sorocaba (SP). Atualmente, o refúgio da Itaipu abriga quatro exemplares.

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