Filhote de anta atacado por cães de caça é resgatado e tratado em HV de Londrina
Animal de quatro meses, localizado na zona sul, apresentava vários ferimentos; veterinária alerta para a presença de caçadores na região
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segunda-feira, 13 de julho de 2026
Animal de quatro meses, localizado na zona sul, apresentava vários ferimentos; veterinária alerta para a presença de caçadores na região

Um filhote de anta capturado em estado grave perto da Mata da Fazenda do Bule, nas imediações do Distrito de São Luiz, na zona sul de Londrina, recebe cuidados intensivos no Hospital Veterinário da UniFil, em Londrina. Com cerca de quatro meses e 44 quilos, o animal foi atacado por cães de caça e apresentava vários ferimentos ao ser resgatado sexta-feira (dia 10) pela médica veterinária Daniela Martina com apoio de profissionais do HV, Polícia Ambiental e produtores rurais.
Ao ouvir barulho anormal de latidos, a dona de um sítio se aproximou, viu a anta cercada e conseguiu espantar os cachorros. Em seguida, acionou a Polícia Ambiental, que comunicou o HV da UniFil.
"Foi bem trabalhoso o resgate porque não teve sedação. Precisamos segurá-la no meio de uma plantação de trigo e percebemos que tinha vários machucados de mordidas e patadas dos cães", relatou Martina, acrescentando que o filhote passou por exames. "Fizemos os curativos e segue em recuperação."
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Espécie considerada em extinção
Espécie considerada em extinção, a anta pode atacar ao se sentir acuada. "A mãe reage quando percebe o filhote em situação de risco. Morde, pisoteia e chega a matar o agressor com seu peso. Nesse resgate a mãe não estava presente", observou a veterinária. "Mas o pior e mais preocupante é verificar o ataque de cães de caça, o que indica a presença de caçadores", acrescentou a coordenadora do Hospital Veterinário da UniFil, credenciado como Centro de Apoio à Fauna Silvestre.

O filhote de anta vai permanecer no HV até a completa reabilitação. Depois o Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná decidirá o destino do animal. As equipes procuraram e não localizaram a mãe nas proximidades do lugar da captura. A Polícia Ambiental está monitorando a região.
(Com informações da Assesssoria do HV da Unifil)


Da Redação
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