Respostas. Elas não trarão seus filhos de volta, mas são a esperança da família Nascimento de ter um pouco da paz esquecida desde a morte do caçula Omar. A harmonia, que ironicamente dá nome à rua onde reside o casal no Conjunto Ruy Virmond Carnascialli, há treze anos abandonou o lar dos Nascimento. Primeiro com a morte de Lourenço José do Nascimento, o segundo filho, assassinado em 3 de novembro de 1988, em São Bernardo do Campo (SP).
Lourenço era vigilante e retornava do almoço, quando num cruzamento foi executado com três tiros disparados por dois homens em uma moto. ''Diziam que seria vingança, porque parece que o Lourenço era informante da polícia'', diz Ogená.
Nem haviam se recuperado do trauma da perda de Lourenço e a sina trágica novamente bateu à porta dos Nascimento. O filho mais velho, Edilson Joaquim do Nascimento, 25 anos, policial militar em Campo Grande (MT), foi assassinado com um tiro certeiro no coração após discutir com um homem que estaria lhe devendo dinheiro pela compra de uma arma. O crime ocorreu no dia 15 de agosto de 1990, na saída de um bar em Campo Grande.
''São tantas coincidências trágicas, os três assassinados de forma covarde, sempre em uma esquina e até hoje sem respostas sobre os autores'', reflete Ogená.

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