Filho para mudar uma vida
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Vinícius Fonseca<BR> Reportagem Local 
A conquista da estabilidade financeira; seguir o plano de um lar estruturado para só depois ter filhos ou simplesmente não ter objetivo de se casar e, de repente, as coisas acontecerem Não importa qual o caminho que a vida toma, certo é que os anos passam, todos envelhecem e às vezes quando o tempo de ser pai teoricamente passou, vem a grande surpresa; o filho
O que antes era difícil de encontrar, tem se tornado comum: ser pai pela primeira vez após os 35 anos e se preparar para os desafios de criar um filho, ter pique para aguentar toda a energia e a curiosidade do ser que inicia a vida
Gedson Antonio França, 52 anos, vai experimentar a sensação pela primeira vez em poucos meses Ele conta que tem tomado os cuidados para não ser surpreendido nem por comportamentos diferentes da filha e nem pela condição física ''Tenho recorrido à literatura específica para educar uma criança e sempre cuidei da saúde'', garante o farmacêutico bioquímico
França afirma que sempre priorizou cuidar de seus pais, hoje falecidos, e além de se casar apenas no ano passado, tem em sua trajetória uma faculdade iniciada aos 35 anos Momentos marcantes na vida de uma pessoa acontecendo de maneira tardia não é problema para ele ''Existe a idade que a gente conhece e a biológica, me sinto jovem'', diz
Preocupações com a educação e o desenvolvimento da criança sempre existem, independente da idade dos pais, mas para Gedson a experiência de vida que tem fará dele um pai diferente ''Isso vai ser bom, mas ao mesmo tempo se eu passar da conta espero que minha esposa me ajude'', brinca, referindo-se a sua mulher, alguns anos mais nova
Os desafios que França prepara-se para encarar já são conhecidos de Rita e Vladimir Mendes que, aos 38 anos, tiveram sua filha, hoje com sete anos De acordo com o casall, a criança começou a ser planejada após os 30 anos de idade Depois de algumas tentativas, veio a pequena Luiza ''Desejávamos um filho, ela veio e realmente preencheu um espaço que faltava'', revela o pai
Ter um filho na faixa etária dos 35, segundo eles, tem pontos positivos e negativos como em qualquer outra época da vida e se faz necessário redimensionar algumas coisas ''Vivemos 14 anos sem filho e precisamos criar alguns limites, que enquanto dois adultos não era incômodo'', conta Rita ''Um exemplo é que viajamos muito e continuamos assim, só que a forma de viajar mudou As quantidades de paradas aumentaram'', exemplifica Vladimir
A presença de uma criança os motivou a rever conceitos, cuidar mais da saúde e como benefício se sentem mais completos A maturidade foi fundamental para lidar com as situaçõe que se apresentavam, até mesmo em razão das brincadeiras e os valores que passam à filha ''A maturidade é vantagem na educação da criança e o filho se torna mais equilibrado, pela tranquilidade que o pai passa'', opina Vladimir ''Um dos grandes segredos é a conversa entre o casal para impor limites à criança'', completa Rita


