Curitiba - O filho caçula do vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), Bruno Pessuti, 23 anos, foi vítima de um sequestro-relâmpago na noite de terça-feira. Por volta das 20h30, Bruno foi fazer um depósito no caixa eletrônico do Banco Bradesco, no bairro do Ahú, em Curitiba, quando foi abordado por seis homens - três deles armados. Tranquilo, ele não tentou reagir. Ficou o tempo inteiro conversando com os assaltantes. ''Ele conseguiu manter a calma, conversou com os meninos que estavam comentendo o assalto. Na verdade, teve sorte'', relatou o vice-governador, em entrevista à FOLHA.
Bruno teve que entregar as chaves do carro Honda Civic para os assaltantes, que o levaram no banco de trás. ''Eles levaram tudo o que puderam: rodas do carro, pneus, som, dois celulares, tênis, mochila, jaqueta. Por sorte não sabiam quem ele era. Ninguém está livre deste tipo de assalto'', disse Pessuti. Os assaltantes pararam o carro na Vila Verde, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Bruno foi colocado no porta-malas. Os assaltantes teriam tentado pegar um táxi, mas o taxista teria desconfiado e negado a corrida.
Depois, eles teriam fugido a pé. Bruno conseguiu chamar a atenção dos moradores - que estranharam o fato dele estar com poucas roupas. Ele teria conseguido ir até um telefone e avisou o tio onde estava. ''Todos já estavam procurando o Bruno. A Polícia Militar (PM) já havia sido acionada. Ele ficou de assistir o jogo do Brasil com um grupo de amigos e não chegava'', relatou Pessuti.
''Infelizmente ninguém está isento. A gente faz um esforço violento contratando novos policiais para fazer o trabalho preventivo, contrata gente, mas isso acontece. Pelo menos ele está bem. Poderia ter sido muito pior, como a gente vê por aí. Ele realmente teve sorte'', desabafou o pai. Às 23h30, Bruno estava em casa com os familiares.

mockup