Filho de Frare depõe na sexta-feira
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terça-feira, 06 de julho de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O empresário curitibano Alexandre Frare, filho de Ciro Frare, 67 anos, assasinado no dia 24 de junho, em Londrina, deve depor nesta sexta-feira ao delegado-chefe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Marcus Vinícius Michelotto, em Curitiba. O crime aconteceu dentro da concessionária Cipasa, que pertencia à vítima.
A informação foi comunicada ontem à tarde pelo advogado Walter Bittar, assistente de acusação do caso. Ele teve deferido o pedido de carta precatória feito ao delegado que preside o inquérito, Marcos Belinati, para que o filho de Frare possa depor sem ter de vir a Londrina. Bittar recebe a carta hoje de manhã e a encaminha pessoalmente ao Cope, na sexta.
De acordo com o advogado, a medida foi tomada para resguardar a segurança do empresário. Conforme Bittar, Ibrain ainda não teria sido despedido. ''A família sabia que havia irregularidades nas contas da empresa (estimadas em R$ 3,7 milhões, conforme auditoria ainda em andamento apresentada à polícia), mas nunca desconfiou do diretor'', disse.
Segundo Belinati, a importância do depoimento do empresário está relacionado sobretudo ao tipo de contato que ele mantinha com o autor confesso do homicídio. ''Vai nos ajudar bastante o que ele disser, já que o Alexandre vinha mais a Londrina que o próprio Ciro. No dia do assassinato, mesmo, ele é quem deveria ter vindo'', resumiu.
O advogado espera que a prisão preventiva de Barbino, negada em primeira instância pelo juiz da 1 Vara Criminal, João Clève Machado, possa ser expedida pelo Tribunal de Justiça (TJ). O recurso contra a decisão de Clève Machado foi interposto no TJ na semana passada pela promotora Susana Feitosa de Lacerda. Porém, isso só será necessário se o juiz substituto, Décio Miranda da Rocha, não emitir juízo de retratação e solicitar ele próprio a preventiva.
Ainda ontem, o delegado-operacional Márcio Vinícius Amaro tomou o depoimento do administrador José Bonfim Amaral, 37, funcionário da fazenda de Barbino onde foi localizado um veículo Saveiro de placas frias. Acompanhado do advogado de Barbino, Antonio Amaral, ele teria dito no depoimento que o diretor levou o carro à propriedade com um empregado da Cipasa dias antes do crime.
Amaro é o responsável pela investigação sobre a Saveiro, cujas placas teriam os mesmos números das placas de uma Parati de Londrina. Além disso, uma perícia apontou que o veículo foi montado a partir de um Gol branco, que teria sido furtado em 1983. O registro da queixa foi feita pelo próprio Barbino, em agosto daquele ano. Segundo Amaro, caso se constate que o carro não era dele na época, pode ser configurado também o crime de estelionato. ''Mas só será definido em dois ou três dias, quando o Departamento de Trânsito (Detran) nos encaminhará os documentos comprovando ou não as suspeitas'', explicou.


