Filho de fotógrafo diz como descobriu a cara da Cidade
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sexta-feira, 12 de dezembro de 1997
Lúcio Horta Londrina 
Paulo WolfgangDupla perspectivaWeber, ao lado de Berg, com o jornal da foto: máquina a tiracolo Filho de peixe, peixinho é. De vez em quando o velho ditado popular resolve provar que está certo e dá exemplo nas mais diferentes áreas. Não foi diferente com o Prêmio Folha/Sumatra de Fotografia 1997, realizado em comemoração aos 63 anos de Londrina e cujo resultado foi divulgado na edição de anteontem da Folha. O vencedor, o estudante Weber Mori, 18 anos, é filho de Mário Mori, um dos fotógrafos mais respeitados da Cidade, na área há mais de 20 anos.
Weber MoriLondrina submersa1º lugar: os prédios da Cidade no espelho do lago Igapó
Weber não só levou o primeiro prêmio - uma viagem de três dias para Buenos Aires, na Argentina - como garantiu também, para o orgulho do pai, o terceiro lugar no mesmo concurso. A foto vencedora, Londrina Submersa, foi feita num fim de tarde num local que, sem dúvida, representa a cara de Londrina, como sugeriu o concurso: o lago Igapó. A máquina, do estúdio do pai, é a mesma que os fotógrafos da Folha utilizam no dia-a-dia, uma Nikkon F-4, com filtro polarizador e filme ASA (sensibilidade) 100.
Foi uma surpresa. Abri o jornal e vi a minha foto. Não sabia que iria ganhar, disse Weber. Ele conta que, como o pai é fotógrafo, sempre esteve envolvido com lentes, filtros e máquinas. O gosto pela fotografia, portanto, foi crescendo à medida que ele também crescia: a cada dia uma nova técnica e novas experiências. E o concurso é importante para estimular os fotógrafos amadores. Acho que deveriam acontecer outros na Cidade, sugere o estudante, revelando que o concurso da Folha foi o primeiro de que ele participou.
Henrique BergBraços abertos2º lugar: monumento na avenida recepciona os viajantes
Apesar disso, Weber garante que vê a fotografia apenas como hobby. Seu objetivo, assim que concluir o 2º grau, no próximo ano, é seguir carreira militar, de preferência cursando Engenharia no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São Paulo. Profissionalmente não pretendo trabalhar com fotografia. Mas em todo lugar que vou, uma pescaria ou uma viagem, por exemplo, levo a máquina, confessa Weber.
Coincidentemente, o fotógrafo que ficou em segundo lugar é um velho conhecido de Weber: Henrique Berg Machado, 20 anos, trabalha há quase um ano e meio como assistente de produção no estúdio de Mário Mori.
Até então, apesar da curiosidade, Henrique nunca tinha operado máquinas profissionais. Pelo contrário: trabalhava como contínuo em agência bancária. Mas o interesse fez com que em pouco tempo já dominasse as mais sofisticadas técnicas, tanto de foto em estúdio como também externas.
Comecei a mexer como foto mesmo graças ao Mário. E quando saiu o concurso ele deixou o equipamento à disposição, diz. Henrique lembra que, para participar do concurso, pensou em uma imagem que representasse verdadeiramente a cara de Londrina. Não demorou muito e chegou à conclusão que o Terminal Rodoviário, com o monumento em homenagem aos viajantes em primeiro plano, seria o ideal. A Rodoviária é onde o pessoal chega, a primeira imagem da Cidade, diz, sobre a foto Braços Abertos.
Ao contrário de Weber, no entanto, Henrique pensa seriamente em seguir a carreira como fotógrafo profissional. Se tiver oportunidade, farei isso com o maior gosto. Como prêmio pelo segundo lugar ele ganhou uma viagem, com acompanhante, para Caldas Novas, em Goiás, considerada a maior estância hidromineral do planeta. Ainda não sei se vou levar meu pai ou minha mãe comigo. A única certeza é que a máquina de fotografia vai junto.
Também foram premiadas as fotografias Golden Londrina, também de Weber Mori (terceira colcoada), Noite Londrina, de Edvaldo de Freitas Munhoz (quarta colocada) e Igapó IV, de Maria do Socorro Faheina Oliveira, a quinta colocada (veja as fotos ao lado).


