Filho de empresário morto está foragido
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sábado, 03 de abril de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Pelo menos 50 policiais civis estão mobilizados à procura de Gil Rugai, 20 anos, suspeito de envolvimento no assassinato a tiros do pai, Luiz Rugai, 40 anos, e da mulher dele Alessandra, 30. O casal foi morto dentro de casa, em Perdizes, Zona Oeste de São Paulo, no último dia 28. A Justiça de São Paulo decretou ontem a prisão temporária de Gil. Ele é filho mais velho de Rugai e tem um irmão, Leonardo, de 19 anos. Ambos são filhos do primeiro casamento do empresário.
Embora não haja confirmação oficial, a polícia estaria negociando a apresentação do rapaz com seu advogado. O rapaz deveria ter prestado depoimento à polícia na sexta-feira, mas não apareceu. Agora é considerado foragido. Gil é um dos principais suspeitos desde o início das investigações.
Na casa das vítimas funcionavam uma produtora e um estúdio de gravação de comerciais, de propriedade do casal.
Pessoas ligadas às vítimas disseram à polícia que o empresário havia identificado um desfalque de aproximadamente R$ 100 mil em sua produtora, a Referência Filmes. Esta é uma das principais linhas de investigação da polícia.
O filho mais velho de Rugai trabalhava no departamento financeiro da produtora e foi afastado dias após o desfalque.
Na semana passada, Rugai conversou com o gerente de um banco onde ele tinha conta. Teria orientado o gerente a 'desconfiar' de toda e qualquer grande movimentação financeira em sua conta.
Alessandra foi baleada na entrada principal da casa. A posição - com os pés em direção à área externa - sugere que a vítima tenha aberto a porta para o assassino, segundo a polícia.
O corpo de Rugai foi encontrado a três metros do da mulher, pouco antes da entrada da sala de TV. A porta que dá acesso à sala foi arrombada, o que pode indicar que Rugai tentou se proteger trancando-se nesta sala. A polícia verifica possíveis impressões digitais na porta.
Peritos retiraram para análise, na última quarta-feira, a porta de entrada da sala de vídeo que foi arrombada no dia do crime. Também foram levados pelos peritos uma sacola com fitas de vídeo e produtos de higiene pessoal. Entre outras análises, a polícia quer identificar de quem eram as pegadas encontradas entre os corpos das vítimas.
Logo após o crime, policiais encontraramcerca de 300 gramas de maconha no quarto que, até recentemente, pertenceu ao filho mais velho de Rugai. Ainda não há relação entre a localização da droga e o crime.
A preocupação com a segurança começou na semana passada, quando o casal decidiu trocar todas as fechaduras da casa. No mesmo dia teriam comprado um kit completo de segurança, com câmeras de vídeo.O kit foi entregue na quinta-feira da semana passada, mas não foi instalado. Embora um dos filhos do primeiro casamento de Rugai tenha declarado à polícia que a troca de fechaduras era um 'procedimento de rotina', pessoas próximas ao casal afirmam que desta vez a urgência em efetuar a troca era evidente.


