Filho de assassinado quer indenização do supermercado Carrefour e da TGV
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segunda-feira, 20 de julho de 1998
Eledovino Bassetto Junior 
A família do motorista aposentado Antonio Kocinba, 61 anos, morto com um tiro no olho em tiroteio no sábado à noite entre assaltantes e seguranças de um carro-forte na saída do Carrefour Champagnat, em Curitiba, espera que a rede de supermercados e a Transportadora de Valores TGV evitem um processo judicial e assumam a responsabilidade pela morte.
ReproduçãoAntonio Kocinba foi atingido por uma bala perdidaOntem o filho do aposentado, Celson Kocinba, que dirigia o Monza atingido pelo tiroteio, disse que procurou a rede Carrefour, mas recebeu orientação para procurá-los mais tarde. No dia do acidente falei com uma pessoa do Carrefour, que disse que a empresa não tem responsabilidade, porque o tiroteio foi fora do pátio. Mas isso é o que eles acham, disse Celson.
Embora diga que o tiroteio foi uma tragédia, Celson espera que o Carrefour e a TGV tratem de ressarci-lo pelos danos materiais e pelas despesas do funeral. O filho de Celson, Moroni, 3 anos, foi atingido por um fragmento de chumbo na mão direita.
Albari RosaO filho de Celson foi machucado por estilhaços de chumboAinda segundo Celson, se as empresas não assumirem a responsabilidade nós vamos ter de recorrer à Justiça, não só contra o Carrefour, mas também contra a empresa de transporte.
Ontem, o Gerab (Grupo Especial de Repressão ao Roubo a Bancos e Transporte de Valores) identificou a caminhonete Ranger vermelha usada na tentativa de assalto, encontrada queimada no bairro Botiatuvinha. Segundo o delegado Ézio Vicente, que está conduzindo as investigações, a caminhonete foi tomada em assalto no dia 17 na empresa Greenfield, no Pinheirinho. Ézio Vicente disse que a polícia ainda não tem pistas dos assaltantes.
De acordo com Celson Kocinba, no sábado um policial teria dito que a suspeita é de que bandidos do Rio de Janeiro, em associação com marginais locais, tenham preparado o assalto. O policial disse que eles vêm de fora e se juntam com os bandidos daqui, que fazem uma rota de fuga, porque sabem que a segurança aqui é ridícula, disse. Para Celson Kocinba, o Carrefour e a TGV mandam convite para os ladrões, porque, todos os sábados, um carro-forte sai às 17h, cheio de dinheiro. Isso vai custar caro de novo se não tomarem providências, afirmou.
A TGV não quis se manifestar. Um funcionário que se identificou apenas como Julio disse que o advogado da empresa já teria entrado em contato com a família. No Carrefour Champagnat, segundo a assessoria de imprensa, a informação era de que o assunto deve ser tratado pela transportadora TGV.Albari RosaIndnizaçãoCelson Kocinba mostra os danos causados no carro, onde estava seu pai, na saída do CarrefourA polícia identificou a caminhonete Ranger vermelha
usada na tentativa de assalto, encontrada queimada
Celson diz que o
Carrefour se eximiu
de responsabilidade,
porque aconteceu fora


