Uma das filhas da paciente de Porecatu (85 km ao norte de Londrina) que estava com sarna norueguesa e transmitiu a doença para 22 pessoas no Hospital Universitário de Londrina (HU) está indignada com a alta da mãe do hospital. Ela reclama que durante muito tempo levou a mãe em um posto de saúde e no hospital, mas o problema não foi identificado. A filha não permitiu a divulgação do seu nome.
''Há muitos meses que a gente tem levado minha mãe no posto de saúde, no hospital e ninguém descobre o que ela tem. Agora que descobriram mandam ela para casa?'', questionou. Segundo ela, ninguém do setor de saúde de Porecatu apareceu para dar orientações ou ajudar na compra de medicamentos e material de limpeza.
A assessoria de imprensa do HU informou que após 24 horas o medicamento já fez efeito e não há mais perigo de transmissão para outras pessoas. Mas os cuidados com a higiene são fundamentais para que não haja uma nova contaminação. O ácaro que transmite a doença é eliminado fervendo-se a roupa e passando com ferro bem quente. O ambiente precisa ser mantido bem limpo e desinfetado.
O secretário de Saúde de Porecatu, Edson Carvalho Guedes, informou que o setor de epidemiologia está fazendo uma investigação detalhada em torno da família e de todos os que tiveram contato com a doente, inclusive no hospital em que ela esteve internada. ''Nós estamos fornecendo medicamento para quem não tem condições de comprar e orientando principalmente quanto à questão da higiene'', salientou.

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