O médico Wagner Savans, do Hospital Regional de Cascavel (HR), está sendo acusado de não ter prestado atendimento à aposentada Iolanda Kunze, 82 anos, que morreu na noite de quinta-feira dentro de uma ambulância em frente ao hospital. Ela teria ficado mais de duas horas à espera de socorro.
Iolanda foi levada ao hospital pela filha Dileta Piroli, 43 anos, que percebeu que sua mãe não passava bem e chamou uma ambulância. Ela conta que ao chegar no HR, os funcionários disseram que não havia maca disponível para levar a paciente para dentro do hospital e que o médico estava atendendo em outro departamento.
Dileta afirma que ficou revoltada porque quando o médico voltou ao setor de atendimento, disse que só atenderia a paciente caso ela fosse levada para dentro do hospital. ‘‘Eu implorei por mais de duas horas para que alguém ajudasse a salvar minha mãe. Somente depois que ela estava morta é que apareceu o médico e a maca’’, conta.
Durante o velório realizado ontem, os familiares e amigos estavam inconformados com a situação. Ninguém se conformava com o modo que Iolanda morreu. ‘‘Minha mãe era uma pessoa forte, apesar de já ter tido um derrame ela estava bem melhor. Isso não é justo e esperamos que alguém pague por isso’’, declarou Milton Kunze, outro filho da aposentada.
A diretora-geral do HR, Liliana Mori, disse que assim que tomou conhecimento da morte da aposentada, pediu a todos funcionários que fazem parte do atendimento, um relato por escrito sobre o que aconteceu. Mori confirmou que o médico Wagner Savans estava trabalhando em outro local. ‘‘Realmente ele estava na enfermaria, porém isso é normal’’, argumenta.
A diretora reiterou que a partir do que for apurado será tomada uma medida administrativa. ‘‘Vamos levantar com muito cuidado o caso, mas pode ter certeza que se houve negligência vamos tomar todas as providências necessárias’’, diz Liliana Mori.

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