Londrina poderá ter, em breve, uma associação para abrigar vítimas e familiares de vítimas de acidente de trânsito. A idealizadora da idéia é a dona de casa Lenice Aparecida Teixeira, filha de Luíza Nascimento Lopes, que foi atropelada e morta na Avenida Higienópolis em 8 de agosto, aos 59 anos.
‘‘Nós, parentes das vítimas fatais, ficamos com uma grande sequela emocional. É preciso fazer alguma coisa para que o número de acidentes diminua na cidade e para que os direitos dos parentes e das vítimas sejam respeitados’’, defende Lenice. Ontem, ela se reuniu com advogados do Centro de Direitos Humanos de Londrina, entidade que irá assessorar o grupo para a formação da associação.
Segundo Lenice, a primeira etapa dos trabalhos é contatar pessoas que possam fazer parte e apoiar a formação do grupo. A primeira reunião deve ser marcada para a próxima semana, mas o dia e local não estavam definidos até o final da tarde de ontem.
Além de defender as vítimas e familiares, a associação pretende ter suporte para auxílio psicológico dos associados, estudar alternativas e propor projetos que interfiram no trânsito, além de cobrar maior punição dos infratores.
Outros objetivos são alertar a população, possivelmente através de campanhas, sobre os pontos perigosos no trânsito da cidade e buscar formas para melhor aparelhar os policiais que atendem as ocorrências. ‘‘Ainda vamos definir todos os nossos objetivos’’, salienta Lenice. Ela lembra que a entidade está sendo criada com o apoio do empresário José Roberto Mattos.
Serviço: As vítimas ou parentes de vítimas de trânsito interessadas em participar da formação da associação devem entrar em contato com Lenice Teixeira pelo fone (043) 326.2131.Josoé de CarvalhoDorLenice Teixeira: ‘‘Nós, parentes das vítimas fatais, ficamos com grande sequela emocional. É preciso fazer alguma coisa para diminuir os acidentes’’Benê Bianchi

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