Kraw PenasJuliana Ceccatto, de 16 anos, na fila para registrar papagaio, galo e pássaroNo último dia para o cadastramento dos animais silvestres, os donos de animais formaram extensas filas em frente ao Ibama de Curitiba para regularizarem a situação de seus ‘‘bichinhos de estimação’’. O prazo para o cadastramento terminava ontem e a partir de agora, quem mantiver animal silvestre em cativeiro, sem o devido registro, corre o risco de vê-lo apreendido.
Manter animal em cativeiro ilegalmente é crime inafiançável, que pode ser punido com pena de um a três anos de prisão. As apreensões são feitas a partir de denúncias feitas ao Ibama. Para o cadastramento, era exigido apenas a apresentação de um laudo assinado por um veterinário, atestando a saúde do animal. Com o cadastro, o Ibama pretende saber quantos animais silvestres são mantidos em cativeiro no Estado e em que condições eles vivem.
Na pata de cada animal registrado, os técnicos do Ibama colocam um pequeno anel, com o número de identificação. Em caso de morte, o dono tem que comunicar o instituto e devolver o anel.
No Paraná, os pássaros lideram o número de apreensões. Entre janeiro e novembro do ano passado, foram apreendidos 1.202 aves e 959 outros animais, como pacas e veados. Em 95, foram apreendidos 303 animais e 1.507 pássaros.
Os animais apreendidos são encaminhados a zoológicos, passando por um processo de adaptação a vida na mata. Se a adaptação tiver sucesso eles são soltos. Do contrário, continuam no zoológico até que os veterinários consideram aptos para a vida em liberdade.

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