Há um ano e oito meses, o técnico em Administração Francisco Ribas, 41 anos, recebeu um rim novo no Hospital Cajuru, de Curitiba. Aposentado, Ribas decidiu levar adiante a luta pelos transplantes de seus 200 companheiros renais crônicos de Maringá.
Ele assumiu a presidência da Associação dos Renais Crônicos e Transplantados Renais de Maringá e Região (Arctrans) e hoje faz parte da comissão de voluntários que vai trabalhar junto com a coordenadora Márcia de Fátima Serra na Central de Transplantes do Noroeste.
‘‘Agora vai funcionar, tenho muita esperança. Os critérios agora são outros. A nossa luta, daqui para a frente, será a de convencer as pessoas a doarem seus órgãos. Há muito preconceitos e tabus. O governo explicou mal a lei que obriga a doação e isso deixou muita gente confusa.
Não fazendo a doação estamos deixando de ajudar o próximo’’, disse Ribas. ‘‘Com a central, pacientes como o pintor aposentado Aristides Pedro de Oliveira, 55 anos, que faz diálise há 20 anos, poderão ter uma nova vida’’. Em Maringá, 150 pacientes já receberam transplante de rim.

mockup