Fila pequena em frente ao 3º DP
Sexta-feira é dia de visita às mulheres detidas no 3º Distrito Policial, localizado no Jardim Bandeirantes (Zona Oeste). Os portões são abertos às 14 horas e, diferentemente do que pode-se observar nos presídios masculinos, a pequena fila começa a ser formar somente 15 minutos antes da liberação para entrada.
São mães, pais e filhos das detentas que, juntos, não somam mais do que 20 pessoas, um grupo bem pequeno se considerado o total de mulheres presas no prédio, cerca de 70. ''Muitos maridos e namorados também estão detidos ou abandonam as companheiras. Em outros casos, a própria família acaba abandonando ao ver que a filha continua na mesma vida'', explica a auxiliar de carceragem, Idelma Rosa, acrescentando que 80% das reclusas são de Londrina ou região.
Com as visitas frequentes, os poucos pais e filhos de presidiárias acabam se conhecendo e criando laços de amizade, enquanto esperam pelo horário da visita. É o caso de um auxiliar de pedreiro de 21 anos e um estudante de 18, que visitam as mães mensalmente e compartilham o sofrimento pela ausência delas em casa.
Vindos de famílias diferentes, mas com histórias muito parecidas, os jovens não convivem com os pais e tiveram que aprender cedo a se virarem sozinhos, após a reclusão das mães pelo envolvimento com tráfico de drogas.
''Não é nada fácil ficarmos longes de nossas mães, principalmente eu que sempre fui apegado a ela'', detalha o auxiliar de pedreiro. ''A visita é a oportunidade que tenho de compartilhar um pouco de minha vida com ela. Gosto de vir sempre que posso, pois sei que a minha presença é o que traz um pouco de felicidade nesse momento tão difícil'', reforça.
''Morávamos só eu e ela e agora sinto como se a casa estivesse vazia, por isso sempre que dá venho visitá-la'', acrescenta o estudante de 18 anos. (Fernanda Carreira/ Reportagem Local)





