Fila para a primeira habilitação
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Carolina Gabardo Belo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em agosto deste ano, a sede Tarumã do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) em Curitiba registrou 4.828 processos de primeira habilitação. Apenas na primeira quinzena de setembro foram abertos 4.165 processos, o que representa aumento de 20% na busca pelos exames em relação ao mês anterior. Grande parte deste aumento foi causada pela publicação da Resolução 285, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entra em vigor em 1º de janeiro de 2009 e apresenta mudanças na obtenção da primeira habilitação. Com a nova resolução, as aulas teóricas passarão de 30 para 45 horas/aula e as práticas de 15 para 20 horas/aula, com duração de 50 minutos cada.
De acordo com o Detran-PR, o aumento está dentro da normalidade, principalmente pela aproximação do período de férias escolares. Porém, o coordenador da Controladoria do departamento, Herivelto do Carmo, acredita que o anúncio da resolução é o responsável pelo aumento dos processos. Na última sexta-feira a procura pela primeira habilitação foi considerada excepcional - foram realizados mais de 100 atendimentos.
Psicotécnico
Para absorver a demanda de procura pelos exames, o Detran-PR está investindo no reforço do atendimento. A partir de 1º de outubro será aberta uma nova turma para o teste psicotécnico, com capacidade para mais 30 alunos. Consequentemente serão ampliadas as turmas para os testes teórico e prático.
A recepcionista Veviane Martins Dias, 19 anos, se programou para tirar a primeira habilitação apenas no ano que vem, mas, com a previsão de aumento dos gastos, decidiu antecipar o processo. ''Já que vai aumentar, faço agora'', afirma a jovem, que começou o curso há 15 dias. Ela conta que na auto-escola onde está se preparando muitas pessoas também começaram o processo de primeira habilitação porque estão preocupados com a possibilidade de aumento do valor do curso.
Carmo afirma que não há necessidade de tanta ''correria'' na procura pelo documento. ''O exame não vai mudar, só o curso, em que a pessoa estará mais preparada'', diz. Ele explica que o processo tem validade de um ano e é mantido de acordo com a legislação vigente no momento da abertura. De acordo com o coordenador, muita desta procura acontece por incentivo das próprias auto-escolas. Por isso, ele alerta os alunos para, na assinatura do contrato com o Centro de Formação de Condutores, prestar atenção na capacidade de atendimento da empresa. ''É preciso ver se a auto-escola tem estrutura de salas de aula, veículos e instrutores. De preferência fazer um pré-agendamento das aulas.''
Em relação ao aumento no valor dos cursos, Carmo não tem uma previsão. Ele afirma que isso pode variar em cada empresa, mas que não terá um impacto muito grande no valor. ''Depende de cada empresa, do salário do instrutor, do preço da gasolina ou do aluguel. Mas em uma turma de 20 ou 30 alunos, o aumento pode ser diluído entre os alunos'', explica.


