Fila de carros na 116 chegou a 50 km
O congestionamento na BR-116, na região de Barra do Turvo, próximo à divisa de São Paulo com Paraná, chegou na manhã de ontem a 50 quilômetros nos dois sentidos da rodovia, por causa da queda de barreira ocorrida três vezes anteontem no quilômetro 555. A passagem dos carros foi feita de maneira alternada durante todo o dia, em períodos de 30 minutos. Mas, durante uma hora, no período da manhã, a pista que ia de Curitiba a São Paulo não foi liberada para o tráfego.
O trânsito só foi normalizado às 18h30. Segundo o chefe do Serviço de Engenharia Rodoviária do Departamento de Estradas de Rodagem (DNER) de São Paulo, Domingos Guedes, foi construído provisoriamente um desvio de 200 metros para facilitar o escoamento dos carros que esperavam pela liberação das pistas.
Ontem pela manhã, os operários continuavam a retirar o material que caiu da encosta sobre a pista e a construir o desvio feito de pedra. Guedes afirmou que a alternativa de tráfego poderia ter ficado pronta antes, mas como os caminhões estavam trancando todas as faixas das pistas havia dificuldade das máquinas e os materiais para a construção chegarem ao local.
O DNER, em São Paulo, deve refazer as banquetas dos morros para evitar futuros deslizamentos. Esta queda de barreira é a terceira que ocorre só este ano. Devido à incidência, o DNER achou necessário fazer um projeto definitivo. Segundo Guedes, o trabalho deve ser iniciado ainda neste mês e ficar pronto dentro de 60 dias, caso as condições climáticas sejam favoráveis.
Prejuízo - O congestionamento na BR-116 causou prejuízos às transportadoras, segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar), Rui Cichella. Ele afirmou que até ontem as empresas estavam paradas ou desviando por Ponta Grossa, um caminho alternativo que aumenta em 200 quilômetros a viagem.
As empresas de ônibus também tiveram problemas com a queda de barreira. Na terça-feira, o atraso dos ônibus da Itampemirim e da Penha era de 12 horas na viagem entre Curitiba e São Paulo. A partir das 22 horas de terça-feira, os ônibus começaram a desviar por Ponta Grossa, o que ajudou a reduzir o atraso em seis horas.
Os ônibus da Cometa também optaram pelo trajeto que passa por Ponta Grossa para chegar a São Paulo e Curitiba e tiveram atraso de cinco horas. As empresas tiveram que arcar com os custos adicionais.





