A vereadora Elza Correia (sem partido), a única na Câmara Municipal que votou contra o projeto de doação do aterro, ficou sabendo da decisão do prefeito Antonio Belinati ontem de madrugada, quando retornou de uma viagem para São Paulo. ‘‘Fiquei muito feliz. Foi uma vitória que reanima, que estimula, e que mostra o quanto é importante essa sintonia com a população’’, disse. ‘‘Ficou estabelecido que quem tem o poder é a população.’
Para a vereadora, o prefeito não poderia tomar outra decisão porque, desta forma, estaria contrariando o princípio da democracia. Ela sempre defendeu que o processo de doação do aterro deveria ter ocorrido de forma inversa, ou seja, ao contrário do prefeito mandar um projeto polêmico à Câmara, em regime de urgência, ele deveria antes ter discutido a proposta com a população. ‘‘Precisamos fazer valer a confiança daqueles que nos conduziram à vida pública’’, destacou.
Ainda segundo a vereadora, a transformação de uma luta solitária na Câmara em um movimento de cidadania reforça a idéia de que vale a pena insistir naquilo em que acredita, mesmo que a batalha pareça estar perdida. ‘‘Eu fui voto vencido no parlamento, mas existem outras instâncias, como a denúncia no Ministério Público. O papel da promotora (Maria Lúcia Reichenbach) foi muito importante. E o movimento contra a doação comovente, envolvendo desde crianças até cientistas. Agora, ficou estabelecido o sinal vermelho. Quem dá o sinal verde é a própria população.’’ (L.H.)

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