A imagem de um bebê sendo arremassado com violência para o alto, ‘‘como se fosse um pacote’’, é a lembrança do Natal guardada pela família de Lucas e por todas pessoas que assistiram ao atropelamento. ‘‘Todos estavam comemorando a data e é impossível se conformar com uma tragédia como esta’’, disse o jornalista Djalma Ched de Oliveira, cujo carro foi ultrapassado pelo Mitsubishi segundos antes do atropelamento. Para Oliveira, que presenciou a colisão e socorreu a criança, a violência do atropelamento foi tão grande que dificilmente poderá ser esquecida.
Muito abalados com a tragédia e chorando sem parar, os pais de Lucas permaneceram durante toda manhã de ontem no Hospital Evangélico à espera de notícias. ‘‘Fico imaginando o que leva uma pessoa a fazer uma coisa dessas com um beb꒒, dizia o pai do menino, pedindo que a polícia se esforce em localizar o culpado pelo atropelamento.
Segundo o diretor do Hospital Evangélico, José Antônio Mainguê, o quadro clínico de Lucas é extremamente grave e dificilmente o menino conseguirá sobreviver. (C.P.)

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