''Eles estão lá em cima, enquanto a gente tá aqui na m...'', desabafa o camelô José Cardoso, 43 anos, se referindo aos artistas ricos e famosos que exercem pressão contra o comércio paralelo de seus CDs. Proibido de vender CDs, agora tenta comercializar bijuterias. ''Fico dias inteiros sem lucrar nem um centavo'', diz.
O promotor da PIC, Leonir Batisti, admite que o procedimento que cuminou na proibição foi motivado por um ''expediente enviado por uma associação'', que teria denunciado o crime de violação dos direitos autorais de artistas. Quanto ao comércio de fitas VHS, DVDs e jogos, que não foi afetado pela decisão, Batisti explica que esse tipo de produto se enquadra no crime de contrabando ou descaminho, e compete à Receita e Polícia federais. O delegado substituto da Receita, Mário Sueki, alega que a estratégia é interceptar mercadorias em Foz do Iguaçu ou no trajeto de ônibus de sacoleiros. ''O comércio no Camelódromo não é nosso foco''. (V.N.)

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