FIBROSE PULMONAR
Essas aves podem causar danos à saúde e ao ambiente. Existem três tipos de doenças transmitidas pelos pombos: infecções bacterianas ou por fungos, reações alérgicas e doença intersticial pulmonar, que pode cursar com fibrose pulmonar. São transmitidas principalmente pelas fezes, porém, as partículas das penas também podem provocar doenças.
Os perigos das infecções bacterianas ou por fungos estão relacionados a um processo infeccioso agudo, subagudo ou crônico. Em alguns casos é necessário internamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou pode levar à morte. A pessoa contaminada pode sentir calafrios, ter febre e sudorese. Entre os sintomas pulmonares estão tosse, presença de escarro, falta de ar e dor torácica. Essa doença pode também comprometer outros órgãos, como o sistema nervoso central, podendo provocar alteração do nível de consciência, crises convulsivas, sonolência e até levar ao coma. O tratamento pode ser feito via oral ou endovenoso, com uso de antibióticos ou antifúngicos.
A doença intersticial pulmonar atinge os dois pulmões. Os sintomas mais comum são falta de ar, insuficiência respiratória aguda e tosse - no início sem catarros. O tratamento é com antiflamatórios hormonais, corticóides orais e também imunossupressores para reduzir a reação inflamatória. Para casos graves, os medicamentos podem ser utilizados via endovenosa. Quando não tratada precocemente, a doença pode evoluir para uma fibrose pulmonar sem chances de recuperação. Em alguns casos é possível fazer o transplante pulmonar.
As reações alérgicas que podem ser causadas pelos pombos são das vias respiratórias, especialmente a rinite, a rinossinusite e a asma brônquica. A asma brônquica pode causar tosse, escarro, chiado e falta de ar e, é a reação alérgica mais grave.
Para evitar a contaminação é importante sempre manter limpos os locais frequentados pelos pombos. Deve-se usar máscara ou um pano umedecido no nariz e boca, e se possível umedecer a área suja antes de se executar a limpeza, para evitar que o pó atinja as vias respiratórias. Outro fator fundamental na prevenção é não alimentar os pombos. Em alguns casos é necessário fazer o controle populacional no ambiente domiciliar ou nos grandes centros urbanos.
João Adriano de Barros, pneumologista (Curitiba)





