São Paulo - Ligada também à depressão, distúrbio do sono, fadiga, dores de cabeças e ansiedade, a fibromialgia é uma síndrome comum em que o indivíduo sente dores por todo o corpo. Segundo os médicos, a doença acarreta longos períodos com sensibilidade nos músculos, articulações, tendões e em outros tecidos moles.
Os especialistas no assunto apontam que as causas da fibromialgia ainda são desconhecidas. Porém, há fatores que estão associados a essa doença. Além dos já citados, a genética e as infecções por vírus e doenças autoimunes também estão envolvidas nas causas da fibromialgia.
Alguns dos sintomas mais importantes são dormência e formigamento nas mãos e nos pés;
dor generalizada em diversas partes do corpo e que demoram pelo menos três meses para passar;
redução na capacidade de se exercitar; fadiga; dor de cabeça recorrente ou enxaqueca clássica, dor pélvica e dor abdominal sem causa identificada; dificuldades cognitivas; problemas de memória e de concentração e palpitações.
Por serem idênticos a sintomas de outras síndromes, os sintomas de fibromialgia devem ser reconhecidos por um reumatologista. Esse motivo faz com que o paciente, durante a consulta, responda cautelosamente certas questões do profissional. Dentre as perguntas, o médico irá querer saber sobre problemas médicos que o paciente teve no passado, bem como o de seus parentes; sobre os sintomas e a intensidade das dores que sente; acerca dos medicamentos e suplementos que toma;
se apresenta problemas ao dormir e sobre eventuais sintomas de ansiedade e depressão.
Diferentemente do que muitos acreditam, segundo informações, não há testes laboratoriais que possam executar o diagnóstico. Este é feito clinicamente, por meio do exame físico e da história dos sintomas. Mas apesar de não haver testes, o médico pode solicitar exames de sangue, com o intuito de identificar outras doenças com sintomas parecidos (como lúpus eritematoso, artrite reumatoide ou doenças da tireoide, por exemplo)

TRATAMENTO
Quando os medicamentos e os cuidados não medicamentosos são unidos, o tratamento de fibromialgia é mais eficaz. Nesse processo, o foco é evitar a incapacidade física, melhorar a saúde de modo geral e minimizar os sintomas. Por essas questões, o tratamento pode envolver terapia cognitivo comportamental, fisioterapia, métodos para alívio de estresse (massagem leve e técnicas de relaxamento) e programa de exercícios e preparo físico.

MEDICAMENTOS
Somente o médico pode dizer qual o medicamento é mais indicado para cada caso. Através do profissional, o paciente saberá a dosagem correta e a duração do tratamento. Uma importante recomendação dos especialistas da saúde é nunca se automedicar.
Os medicamentos mais utilizados para combater os sintomas da doença envolvem uma ampla gama de princípios ativos, como antidepressivos, analgésicos, anti-inflamatórios e tranquilizantes, todos com o intuito de reduzir a dor e aumentar o bem-estar do paciente. Também são altamente recomendados os nutracêuticos, complementos alimentares com elementos específicos que ajudam a reduzir a fadiga e auxiliam no metabolismo de carboidratos.

Imagem ilustrativa da imagem Fibromialgia provoca dores por todo o corpo
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