Uma doença crônica que atinge cerca de quatro milhões de brasileiros, principalmente mulheres na faixa de 25 a 30 anos. Dores frequentes em músculos, tendões e ligamentos são os principais sintomas da síndrome, que não tem cura e afeta a qualidade de vida dos pacientes. Trata-se da fibromialgia, que foi reconhecida como doença há apenas 18 anos. O Dia do Combate à Fibromialgia é celebrado em 12 de maio.
O reumatologista Eduardo Paiva, fundador do grupo Fibrocuritiba, explica que a síndrome é caracterizada por dores generalizadas em músculos e ossos. ''É um tipo de reumatismo que não causa deformações. Geralmente os pacientes reclamam de sensação de pontadas em várias partes do corpo e em intensidade variada que vai desde um simples incômodo até a incapacidade para o trabalho'', relata o médico, que fundou o grupo há sete anos, com o objetivo fornecer informações a pacientes e familiares. Segundo ele, é comum a fibromialgia provocar fadiga, distúrbios no sono e até depressão nos pacientes. Por isso a doença é considerada uma síndrome.
Paiva afirma que as causas da doença ainda são desconhecidas. ''Os sintomas relatados pelos pacientes não são causados por inflamações e ainda não se sabe o que provoca a síndrome. Qualquer adulto pode de uma hora para outra passar a sofrer um aumento de sensibilidade à dor, que caracteriza a fibrolialgia'', afirma Paiva.
Apesar de ainda não ter sido descoberta a causa da síndrome, o médico diz que estudos mostram que alguns fatores podem desencadear ou piorar seus sintomas. ''Pacientes que passam por situações de estresse emocional, depressão, traumas físicos ou psicológicos podem ter o quadro agravado'', alerta. Ele destaca que as mulheres são as mulheres as maiores vítimas da síndrome. ''Estatísticas mostram que há uma margem de uma mulher para cada oito homens com fibromialgia. Isso pode ocorrer porque a maioria delas trabalha fora e tem sobrecarga entre a vida profissional e os afazeres de dona de casa'', afirma Paiva.
O especialista alerta que todas as pessoas com dores generalizadas há mais de três meses devem passar por avaliação médica. Segundo ele, devido ao fato da fibromialgia ter sido reconhecida como doença há pouco mais de 18 anos muitos médicos ainda têm dificuldade em fazer o diagnóstico da síndrome. ''É comum os pacientes passarem por dois ou mais médicos antes de serem diagnosticados corretamente e encaminhados para tratamento com um reumatologista'', ressalta.
O diagnóstico é feito apenas por meio de exames clínicos. ''Não existe nenhum exame laboratorial que identifique a fibromialgia. É comum serem realizados exames de sangue apenas para afastar a hipótese de o paciente também sofrer de outras doenças'', afirma Paiva.

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