Fezes de cães preocupam Saúde
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de setembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá Especial para a Folha 
A criação de cachorros e gatos em apartamentos está gerando risco para a saúde pública nas áreas nobres de Maringá. Uma lei de 1998 proíbe a presença de animais de estimação nos locais de caminhada, obrigando os donos dos bichos a usar as calçadas para passear principalmente com cachorros.
Como o tamanho dos animais está crescendo conforme o modismo de raças, o resultado são muitas fezes nas calçadas todos os dias. Os moradores realmente levaram o problema para o debate popular, revela Silvania Fassina, coordenadora do Núcleo 1 do projeto Orçamento Popular.
As reuniões de cada um dos nove núcleos estimulam os moradores a discutir os problemas dos bairros junto com representantes do poder público. O núcleo 1 inclui a área central e entre os problemas foi citado o excesso de fezes de cachorros nas calçadas. Silvana acha difícil resolver o problema dos animais nas calçadas e alega que a fiscalização foi acionada.
O técnico ambiental Eliel Gonçalves, chefe de fiscalização da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, diz que as reclamações são dos dois lados. Os moradores reclamam das fezes de animais nas calçadas e os donos de cachorro da proibição de usar os locais de caminhadas.
Mantemos dois técnicos na pista de caminhada do Parque do Ingá para pelo menos orientar os donos de cachorros, explica. O problema é que os animais são levados para as calçadas próximas aos prédios. Não existe nenhum impedimento para que o dono leve o animal passear em outros locais, observa Gonçalves. Ele acha que a saída é o dono recolher as fezes e não deixa de concordar que se trata de um problema de saúde pública.
Na Vigilância Sanitária do município falta pessoal para realizar um trabalho de fiscalização. Atendemos apenas as denúncias de criações irregulares, diz Dora Ligia Bombo, do setor de fiscalização da Vigilância. Ela frisa, no entanto, que existe um artigo no Código Sanitário que determina aos donos manter os animais na sarjeta durante o passeio e estar alerta com a higiene pública. O que não ocorre, diz Dora. O ideal, para ela, seria o dono recolher as fezes depositadas pelo animal nas calçadas. Se trata de saúde pública e as pessoas deveriam ter mais consciência.


