Festival Esportivo reúne mil crianças
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quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Vítor Ogawa Reportagem Local 
O Zerão e o Ginásio do Moringão, na área central de Londrina, ficaram repletos de alunos da rede municipal de educação nesta quarta-feira (30). Aproximadamente mil alunos participaram das competições do Festival Esportivo das Escolas Municipais 2017, evento que é realizado desde 2013. Cada uma das 36 escolas participantes selecionou 30 estudantes. Uma delas foi o aluno Felipe Silva, 11, da 5ª série da Escola Municipal Joaquim Pereira Mendes. "É divertido participar do festival porque a gente vai aprendendo como é a vida no esporte e nos jogos. É a primeira vez que participo; em São Paulo fui campeão nas olimpíadas estudantis no ano passado, em Sorocaba", conta. Ele garante que continuará praticando esporte para a boa formação do corpo. "É um grande começo. Meus dois tios são jogadores de futebol e minha tia é campeã de corrida. Está no sangue", afirma.
Mendes está no caminho certo, já que para obter um crescimento saudável as crianças devem ser ativas ao longo de seu desenvolvimento. Estudos indicam que crianças que estabelecem padrões de vida saudáveis, com bons hábitos em uma idade jovem, terão seus benefícios por toda fase da sua vida. De acordo com a profissional do Apoio Pedagógico em Educação Física da Secretaria de Educação, Priscila Aparecida Silva de Oliveira, a intenção é despertar nos alunos o interesse pelo esporte, além de proporcionar um momento de convívio com as crianças de outras regiões da cidade. "Muitos estão pela primeira vez no Zerão e no Moringão e nunca tinham visitado espaços esportivos. Esse festival proporciona que eles conheçam esses espaços e coloca a sementinha do esporte neles. Para nós é uma coisa simples, mas para eles é para o resto da vida", analisa. Ela diz que esse tipo de evento faz com que eles adquiram responsabilidade, espírito de equipe e disciplina. "O esporte desenvolve habilidades cognitivas, motoras e sociais. A criança aprende a respeitar o próximo, o professor, o árbitro. Quando crescer, vai usar o que aprendeu aqui enquanto viver", destaca.
Oliveira afirma que a cada ano o evento é diferente para eles. "Eu me sinto satisfeita, com o sentimento de papel cumprido enquanto profissional de educação física, porque vê o resultado do trabalho da rede municipal como um todo. Os professores trabalham muito seriamente esse nível de compromisso e a realização do festival, a gente vê o resultado em cada escola", expõe.
As crianças foram escolhidas por terem no calendário escolar o ensino das modalidades esportivas que o festival engloba, pois é a partir do 3º ano que eles têm a iniciação ao esporte.
De acordo com José Eugênio Zaminelli, da equipe de eventos da Fundação de Esportes de Londrina, o festival proporciona uma esperança no esporte. "É bacana porque você vê que temos tantas crianças que só faltam serem lapidadas. Temos aqui mais de mil crianças, 10% dela são 100 e 1% são 10. Ou seja, se de todas essas crianças você conseguir garimpar 1%, já é uma grande coisa. Aqui já vemos algumas que são bem coordenadas e movimentam bem. Mesmo aquelas que não são um talento, é importante para elas praticarem atividade física, para a saúde, que é o mais importante, além da socialização com outros alunos de outras escolas", calcula.
A professora de educação física da Escola Municipal Joaquim Pereira Mendes, Andreá Scomparin, estava acompanhando seus alunos. seu primeiro festival esportivo acompanhando seus alunos. "Aqui a gente tem a oportunidade de acompanhar os alunos disputarem competições de bola queimada, futsal, minivoleibol e atletismo. É muito bom ver a participação das escolas em que a gente já trabalhou e que estão presentes. As crianças que se destacam também são interessantes para a gente como professor de educação física, pois a gente gosta da competição. Faz parte do nosso trabalho", aponta.
O evento também foi uma experiência a mais para os estudantes de educação física que ajudaram na organização. Larissa Chagas Rocha, estudante do 5º ano do curso de bacharelado de Educação física, auxiliou orientando crianças de oito e nove anos. "Não é para elas competirem. É mais para elas se divertirem, para elas tomarem gosto e poderem vivenciar, porque muitos alunos não têm isso na escola", destaca.


