Festival encerra atividades do Viva Vida
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2003
Célia Guerra<br> Reportagem Local 
Muito alvoroço e animação entre as crianças e adolescentes que participaram ontem à tarde, em Londrina, do 1º Festival Viva Vida. O evento marcou o encerramento das atividade deste ano do Projeto Viva Vida, desenvolvido pela Secretaria de Ação Social em parceria com o Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) e Associação Projeto de Educação do Assalariado Rural Temporário (Apeart).
O projeto, explicou a secretária Maria Luiza Rizotti, atende cerca de 1.400 crianças e adolescentes de 7 a 14 anos da periferia e em situação de risco nos períodos de contraturno escolar. As atividades são voltadas à arte, como oficinas de capoeira, música, danças, artes plásticas. ''Buscamos despertar nelas o talento artístico''.
O prefeito Nedson Micheleti destacou que no município, além do Viva Vida há outras duas ações voltadas à criança e ao adolescente (Projeto Futuro e Rede da Cidadania). ''São ações já consolidadas que atendem de 8 a 9 mil crianças e que contam também com a participação da comunidade''. Para o próximo ano, Nedson pretende ampliar o número de comunidades atendidas por esses programas.
As crianças de cada uma das 14 unidades do projeto instaladas na cidade e na zona rural, puderam mostrar um pouco do trabalho que desenvolvem nas oficinas. O festival, para Maria Luiza, foi uma oportunidade de as crianças divulgarem seus talentos, conhecerem o potencial de outras e ainda de uma prestação de contas à sociedade.
O projeto existe há dois anos e, segundo a secretaria, segue um modelo aplicado na administração do ex-prefeito Luís Eduardo Cheida. ''O Viva Vida, apesar de um número menor de oficinas, já superou o número de crianças atendidas naquela época'', destacou Maria Luiza.
As atividades do projeto, de acordo com a secretária, ocorrem integradas também à comunidade e à rede municipal de ensino. Uma avaliação realizada pelas escolas das regiões atendidas já mostra melhorias no desenvolvimento dessas crianças, principalmente em concentração e criatividade.
A dona-de-casa Marcilene Umbelina Machado, 32 anos, moradora do Jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste), mãe de seis filhos, tem duas crianças integradas no projeto e está satisfeita com os resultados. ''Eles se encaminham, aprendem, não ficam na rua e ainda recebem assistência médica. Quando me sobra tempo eu ajudo como voluntária'', afirmou.


