Festival de Música faz tributo a Rita Lee no Dia Mundial do Rock
Na tarde ensolarada de domingo, maratona musical aberta ao público também contou com roda de choro no Zerão
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de julho de 2025
Na tarde ensolarada de domingo, maratona musical aberta ao público também contou com roda de choro no Zerão
Heloísa Gonçalves 

O 45º FIML (Festival Internacional de Música de Londrina) teve sua abertura festiva neste domingo (13), dando o pontapé para a maratona musical que promete agitar a cidade neste mês.
Em comemoração ao Dia Mundial do Rock, a banda Gata de Botas animou o Lago Igapó 2, na zona sul, nesta tarde, com tributo a Rita Lee acompanhado de outros clássicos do rock e pop rock nacional. Ao som de Raul Seixas, Elis Regina, Paralamas do Sucesso, Skank, Tim Maia e Gal Costa, o público compareceu em peso, aproveitando o fechamento de todo domingo da Rua Bento Munhoz da Rocha Neto.
A cantora Thalita Bonicontro, de cabelo ruivo como Rita, explicou que o repertório foi escolhido para causar um “turbilhão de emoções” nos espectadores. “Estamos no Brasil e eu faço questão de fazer música brasileira, porque todo mundo canta, entende e se emociona. É um show que desperta muitas emoções nas pessoas, não só a alegria da festividade, do pular, mas também do aquecer o coração”.

‘O MAIS COMPLETO’
Para tornar as apresentações dinâmicas, a vocalista tem o costume de trocar de figurino ao longo do show, misturando referências à Lee com suas próprias ideias. Como o palco montado neste domingo “não foi tão adequado para as trocas”, considerando a distância com o camarim, foi priorizada a mudança de acessórios. “É algo mais discreto, com bastante acessórios que vão deixar colorido, como é de praxe na Gata. A grande inspiração é a Rita Lee, mas a confecção mesmo vem da minha cabeça criativa”, informou.

Parte do grupo também desceu do palco para interagir com os presentes, com a companhia do Trio de Metais, com Reinaldo Resquet. O trombone, trompete e saxofone extras tornaram o show “o mais completo” que a banda já performou, disse Bonicontro. “Estão me deixando mal acostumada, a gente tem esse palco grande e trouxemos para o festival esse diferencial para deixar ainda mais emocionante”.
Esta foi a estreia da Gata de Botas no FIML e, “com o coração saltitante”, a vocalista disse esperar ser a primeira apresentação de muitas.
COMEMORAÇÃO
Sophia Vilela, estudante, levou o irmão mais novo, Arthur, para assistir a apresentação. Mesmo não tendo costume de ouvir os gêneros musicais tocados nesta tarde, foram incentivados pela gratuidade do evento e espaço ao livre.

“Hoje à noite tem show no Ouro Verde (Egberto Gismonti e Daniel Murray), que vamos assistir, vou fazer o curso de Piano Criativo e os shows que der para ir, eu vou”, contou Sophia, que busca aproveitar ao máximo tudo que o festival tem a oferecer.

Gislaine de Souza, contadora, celebrou seu aniversário assistindo a performance da Gata de Botas, acompanhada de uma amiga e seus filhos. “Há mais de 20 anos frequento o Festival, gosto muito de música brasileira e ainda é Dia do Rock, então está tudo certo”, brincou.
RODAS DE CHORO
Ao longo da programação do festival, diferentes bares do município vão receber rodas de choro gratuitas. O grupo deste domingo foi o Regional Flor do Café, que levou música por três horas seguidas ao Sabor e Ar, anexo ao Zerão, na região central.
Com a casa cheia para acompanhar, os músicos variaram, principalmente, entre obras de Pixinguinha, Luciana Rabello e Chiquinha Gonzaga. As canções não foram totalmente pré-determinadas, explicou a flautista Débora Almeida. “A gente vai tocando o que está no repertório das pessoas, não é fechado, cada um vai escolhendo uma. O que tiver, a gente toca”.

Almeida disse ainda que o público se sente na liberdade de conversar com o grupo, gravar a apresentação, e até fazer pedidos de música. Ronaldo Andrade foi ao bar acompanhado da esposa, Esther Eugenia, e contou que aprecia o estilo “tranquilo” do choro.

“Não é muito barulhento e são músicos exímios. A gente é bem eclético, gostamos de rock, jazz, blues, MPB (Música Popular Brasileira), e é bem agradável”, considerou o atendente administrativo. Eugenia, gerente de experiência do cliente, disse que “é bom ter essa variação” dos gêneros que o casal escuta, e que é “nota 10” aproveitar a natureza e espaço ao ar livre combinados com a roda de choro.


