Mandaguari Um festival de hip-hop, realizado no Ginásio Municipal de Mandaguari (33 km a leste de Maringá), no final de semana, acabou com 28 pessoas presas e muita confusão. Houve quebra-quebra e alguns adolescentes tiveram que receber atendimento médico. De acordo com a Polícia Militar, o público não se conformou com o cancelamento da principal atração do evento. A banda Código Penal, de Brasília, que se apresentaria no final da noite de sábado, alegou que não recebeu o cachê combinado e decidiu permanecer no hotel.
O confronto deixou marcas de destruição dentro e fora do ginásio. Janelas, portas e grades danificadas. Pias a vasos dos banheiros também foram alvo da indignação do público. No local, havia cerca de 200 pessoas. ''Quando o apresentador anunciou que o show não iria mais acontecer, começou o tumulto. O público ficou inconformado. Como havia uma construção bem perto, eles usaram pedras e madeira para danificar o local'', relatou o delegado Zoroastro Neri do Prado Filho.
Uma viatura da companhia local da Polícia Militar foi acionada para conter o avanço da multidão. O confronto durou cerca de duas horas, de acordo com o delegado, até a chegada de uma viatura da Rone de Maringá. ''Foi necessário pedir reforço''. Ainda assim, ninguém se machucou com gravidade.
Das 28 pessoas detidas na delegacia, 11 delas são adolescentes. De acordo com o delegado, todas foram liberadas, permanecendo agora à disposição do Ministério Público. Os demais foram autuados por dano ao patrimônio público. ''Dos presos maiores de idade, quase todos tem antecendentes criminais e está sem documentação'', informou. O profissional que alugou a aparelhagem de som também saiu no prejuízo. Ele estima ter perdido, com a danificação de caixas, retornos e outros equipamentos, cerca de R$ 8 mil. A prefeitura ainda faz um levantamento para calcular os prejuízos que teve com a confusão.
O delegado afirmou que recebeu ontem um telefonema do produtor do evento, conhecido na cidade por Mano Varal. ''Ele disse que está com medo do que pode acontecer, mas deve se apresentar amanhã (hoje) ou nos próximos dias.'' Segundo o delegado, a produção do festival tinha apenas autorização da prefeitura para realizar o evento. ''Não havia alvará de ninguém, nem da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros'', afirmou.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o evento foi tratado pelo município como ''apoio cultural''. A prefeitura cedeu o ginásio sem custos, mas alega não ter participado da organização do festival.

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