Festas marcam o Dia das Crianças
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domingo, 12 de outubro de 2008
Fernanda Borges e<br>Eli Araujo<br>Reportagem Local 
Londrina - Grandes festas comemoraram o domingo marcado especialmente para as crianças. Uma delas aconteceu no Conjunto Habitacional São Jorge (Zona Norte), onde foram distribuídos sete mil pães com carne moída, dois mil litros de suco de frutas, além de mais de 2 mil brinquedos.
Este é o sexto ano consecutivo que a família do comerciante Anderson Tavares da Silva corre atrás dos preparativos para o grande dia. ''Dessa vez conseguimos entregar presentes para todo mundo'', comentou Silva.
A festa começou por volta das 8h e foi até o início da tarde. Teve apresentação de palhaços, passeio com pônei e sorteios de brindes como biclicletas e até computadores.
A atendente de call center, Juliana Oliveira, 24, saiu de casa cedinho para levar a filha Stefani, 6. Segundo ela, a menina havia passado a noite em claro na expectativa de ir à festa. ''Tive que vir rápido, ela não se aguentava mais de tanta ansiedade'', disse a mãe.
Para o idealizador do evento, Severino Tavares, é uma ''alegria ajudar as crianças a terem um dia especial''. ''Recebi a contribuição de muita gente. Enquanto puder, continuarei realizando essa grande festa'', finalizou.
Qual calor?
No Centro Social da Vila Portuguesa (Área Central), centenas de pessoas comemoraram o Dia das Crianças. A multidão que tomou conta do gramado não se incomodou com a temperatura acima dos 30 graus registrada durante a tarde.
A vai e vém foi intenso e o movimento agradou os ambulantes que vendiam água, refrigerantes, cervejas em lata, sorvetes, doces e salgadinhos. Um palco foi montado para apresentação de dez duplas sertanejas locais e regionais. O show mais esperado foi o da cantora Thaeme. Também houve sorteio de brindes.
O diretor artístico da Rádio Igapó FM, uma das organizadoras do evento, Eduardo Ferreira, comemorou a arrecadação de cerca de 10 mil brinquedos que serão repassados depois à Pastoral da Criança, que completa 25 anos.
Mas nem todo mundo ficou feliz, como o instrutor de cabeleireiros Fernando de Oliveira, que há seis anos mora na Vila Portuguesa. Ele passou o dia coordenando os trabalhos de uma equipe que cortou o cabelo de mais de 300 pessoas, gratuitamente.
Oliveira diz que a festa apresentava melhores resultados quando participavam apenas os moradores dos bairros vizinhos e, portanto, não havia tanta aglomeração. ''Hoje, pelo que estou vendo, a coisa está desvirtuada, virou comércio, e não são todos os pais que têm dinheiro para comprar o que os filhos pedem'', lamenta.


