Festas juninas estão acabando em Curitiba
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
De Curitiba 
Para o presidente da Associação Industrial e Comercial dos Fogos de Artifícios, Rodolpho Aimoré Júnior, as tradições das festas juninas em Curitiba estão morrendo. Ele conta que há seis anos as festividades faziam parte do cotidiano dos curitibanos. E, em função disso, o setor vendia muito mais fogos. Agora, por falta de estímulo e a taxa do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), os arraiais estão desaparecendo, disse.
Aimoré afirmou que muitas escolas e igrejas estão deixando de fazer festas por acharem caras as taxas do Ecad órgão que recolhe dinheiro dos direitos autorais das músicas. Na média, por cada música tocada, os organizadores tem que pagar cerca de R$ 0,30. Com isso, as quermesses estão acabando, para evitar de receber multas de até R$ 5 mil, disse.
O empresário reclamou também da falta de estímulo dos órgãos oficiais em manter essa tradição da cultura brasileira nas escolas. Ele afirmou que cada vez são mais raras as festas nas escolas. A prefeitura precisa manter as festas, que quando bem feitas ajudam todo mundo, inclusive o comércio, finalizou. (I.R.)


