Festa reuniu ritmos e aromas do Nordeste
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domingo, 10 de agosto de 2003
Rosângela Vale<br> Reportagem Local 
O grupo de maracatu Nação Terra Vermelha, de Lerrovile, foi uma das atrações da tarde de encerramento da 8 Feira Nordestina, que encheu de aromas, ritmos e sotaque típicos o pátio do Museu de Arte de Londrina neste final de semana. De acordo com Raimundo Maria Campos Júnior, organizador do evento, até a noite de sábado o movimento já havia superado o total registrado na edição anterior, que foi de 55 mil pessoas.
Entre as atrações uma mistura de culinária, artesanato, literatura de cordel, dança e música populares o destaque foi a exposição de mamulengos, contando um pouco da história da forma mais popular e antiga do teatro de bonecos no Brasil. Outras preciosidades da região, as rendas, também marcaram presença, mas pouca gente se animou a levá-las para casa. ''As pessoas vieram mais para conhecer o trabalho. As vendas foram fraquíssimas'', contou a comerciante Shirlei Ribeiro de Souza. Uma toalha de renda filé, para mesa com oito cadeiras, custava R$ 80,00.
Já o sergipano Fernando de Freitas não tinha do que reclamar. Pela segunda vez na feira com a sua barraca de castanha-de-caju e queijo qualho assado na brasa, ele conseguiu comercializar cerca de R$ 600,00 nos três dias de festa. A baiana Maria Neusa Santos Silva, em Londrina há 30 anos, também estava satisfeita: vendeu aproximadamente 700 acarajés. Um deles foi para a dona de casa Josefa de Amorim. Apesar de ter nascido no nordeste, ela jamais havia experimentado o quitude. ''É gostoso'', aprovou.


