O clima ontem no Hospital de Clínicas, da Universidade Federal do Paraná, era de festa. Confraternizações reuniram em alas diferentes pacientes com problemas comuns: transplantes de medula óssea e de fígado.
A festa reuniu as equipes médicas das duas especialidades, e teve muita animação entre os convidados. Cerca de 70 pessoas já se submeteram a um transplante de fígado no HC desde 91. A sobre-vida de um ano, desses pacientes chega a 75%, segundo os médicos. Mais de quarenta estão vivos e ainda inspiram cuidados médicos.
Maria das Dores Marcos, de 49 anos, fez transplante de medula há 11 anos e estava na festa ontem, reencontrando algumas amigos e médicos. Ela tinha anemia aplástica profunda. Não sentia dor, mas tinha hematomas nas pernas e sentia muito cansaço, além de ter emagrecido rapidamente.
‘‘Ainda não sei o por quê dessa doença. Mas felizmente estou super bem e faço exames anualmente. Minha vida é normal e não tomo remédios’’, conta satisfeita. Maria é técnica de saúde e trabalha na Secretaria Municipal da Saúde.
Mais de 700 pacientes já se submenteram a transplante de medula óssea no Hospital de Clínicas, realizados desde 79. Os resultados de cura atingem 90% das pessoas. A equipe de transplante do HC faz parte do Registro Internacional de Transplante de Medula Óssea.
‘‘Nossos resultados estão na mesma faixa de cura registrada em todo o mundo. Em geral os procedimentos são simples mas quando os pacientes são submetidos a longos tratamentos precisam de mais cuidados’’, reconhece a hematologista Vanda Ogasawara.

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