Pamonha, curau, bolo, suco, pão e outras delícias - tudo que é feito de milho verde pode ser apreciado durante a 12 Festa do Milho no Distrito de Paiquerê, na Zona Sul de Londrina. Hoje, um grande almoço com frango e polenta, a partir das 11 horas, fecha o último dia da festa, que tem programação até à noite.
A expectativa, segundo Josias Pereira da Silva, presidente da associação de moradores e organizador da festa, é que o público chegue a 30 mil pessoas nos três dias do evento. ''Na sexta-feira à noite foram mais de 2 mil pessoas'', disse, ressaltando que a área onde ficam as barracas e as mesas tem cobertura e a chuva não atrapalha a festa .
Os preparativos para o evento começaram há quase quatro meses com o plantio do milho. ''É uma responsabilidade danada, o milho é plantado só para a festa. São três plantios em intervalos de cinco dias. Uma colheita pode atrasar, a outra adiantar, mas sempre tem aquela que dá certinho'', contou Silva. Há quase uma semana começou a arrumação do local e a preparação das receitas, o que inclui descascar o milho, ralar, picar, misturar outros ingredientes, cozinhar e assar.
Ontem, homens e mulheres trabalhavam desde as sete horas para que todos os produtos ficassem prontos - milho cozido e assado, polenta de milho verde, bolinho frito de milho, além das tradicionais pamonha e curau. Espetinho de carne, batata frita e acarajé também dividiam espaço com os produtos de milho. ''É o segundo ano que participo, e vale a pena ajudar. É muito trabalho, mas a gente também se diverte'', disse Eliane de Paula, de 16 anos, que ontem ajudava a ralar milho.
Os números da festa são impressionantes: cerca de 80% da população de 2,5 mil pessoas participam do evento e são usadas de 1,2 mil a 1,5 mil caixas do produto, o que significa quase 20 toneladas de milho verde.
Festa que é festa sempre tem novidade, e um dos ''mestres-cuca'' do evento, Augusto Nunes, de 47 anos, inventou a sua - a ''pamonha galeto'', pamonha salgada recheada com frango temperado. ''É uma delícia, e está saindo bastante. Ontem (anteontem), não sobrou nenhuma'', disse.
Funileiro por profissão, todo ano Nunes deixa o trabalho de lado por duas semanas para se dedicar aos preparativos da festa. Só para fazer as guloseimas de sua barraca são 18 pessoas trabalhando, ''a metade são pessoas da família''.
''A gente trabalha muito nesse período, mas está dando certo, é uma renda a mais que temos. A festa começou pequena e está aumentando, acho que o pessoal está gostando'', afirmou Nunes, que este ano usou 150 caixas de milho, 30 a mais que no ano passado.
Serviço: Almoço (R$ 7,00 por pessoa) à partir das 11 horas no salão paroquial da igreja com apresentação de música de viola. Às 15 horas, apresentação de palhaços com o grupo Show Riso. Às 19h30, show com Sony e Adriano, e às 21 horas, show com Marcos & Wagner.

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