Lino Ramos
De Londrina
Especial para a Folha
Vários londrinenses chegaram ao mundo em ritmo de ‘‘videok꒒ na noite de quinta-feira. Segundo o administrador de empresas, Rodrigo Gomes de Oliveira, 27 anos, as mães e os recém-nascidos internados no Hospital da Mulher, localizado na Rua Cambará, foram incomodados pelo barulho vindo do Hotel Sumatra, onde havia uma confraternização de participantes do Seminário Internacional sobre alimentos transgênicos.
O administrador de empresas acompanhava a esposa Mara, que havia dado à luz naquele dia. ‘‘Cheguei a ir ao hotel, o rapaz foi atencioso e disse que outros hóspedes estavam reclamando’’, comentou. Oliveira ouviu quando alguém anunciou que o videokê seria interrompido e só mais uma dupla poderia cantar. ‘‘Se a gente não pode buzinar em frente a um hospital, imagina fazer festa?’’, questiona.
Segundo a administradora do Hospital da Mulher, Maria Aparecida Ozelin Assunção, não é sempre que os hóspedes do hotel fazem barulho mas na noite de quinta-feira a maioria das pacientes reclamou da cantoria. No hospital havia 23 pacientes internadas. ‘‘Gostaríamos que as autoridades fizessem uma verificação no local para ver se há estrutura para esse tipo de evento’’, comentou Assunção.
O gerente-comercial do Hotel Sumatra, Waldecy Miranda, explicou que ao receber a reclamação de Rodrigo de Oliveira, às 21 horas, o volume do aparelho de videokê foi diminuído. Mas só foi totalmente desligado por volta das 23h45. Segundo ele, esse tipo de evento não é comum, e a empresa não tem intenção de incomodar a vizinhança.
O gerente de Concessão de Alvarás da Prefeitura, Márcio dos Santos Carvalho, explicou que os estabelecimentos comerciais podem funcionar com música até as 23 horas, desde que possuam autorização do município. O som permitido varia de 42 a 52 decibéis. Carvalho disse que não recebeu denúncia sobre o videokê do Sumatra.

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