Festa e críticas marcam reabertura da Avenida Iguaçu
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de julho de 2002
Mônica Kaseker<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Avenida Iguaçu, uma das mais importantes de Curitiba, será reinaugurada amanhã com uma festa popular, que deve começar às 10 horas e terminar só no início da tarde. Foram seis meses de obras para nova pavimentação de concreto em uma das pistas, paisagismo, novas calçadas com pista de caminhada e iluminação mais econômica e adequada para os pedestres, que custaram R$ 3,6 milhões. Muitos comerciantes reclamam que foi muito tempo de prejuízos e transtornos para poucos resultados.
''Para nós, ficou como estava. Pensei que eles tirariam o canteiro do meio, a aparência da rua ia mudar. Mas até as rachaduras e remendos no asfalto continuam aqui'', reclama o dono de uma loja de presentes entre as ruas Desembargador Mota e Buenos Aires, Ademir de Souza Venção. Já o dono da quitanda da esquina, Luciano Hidalgo, que fechou sua loja durante o período de reformas, diz que o prejuízo não refletiu em benfeitorias. ''Era só buraco e lama, não dava nem para andar a pé aqui em frente'', reclama. Ele diz ainda que a ciclovia (que na verdade é uma pista de caminhada), construída a 20 centímetros das lojas, já causou vários acidentes. ''Um idoso que saía do açougue foi atropelado por um ciclista'', conta.
Alberto Romero, dono de um restaurante na quadra seguinte, diz que o movimento caiu 40% durante as obras. ''Acho que eles poderiam ter feito o que fizeram em dois meses. Só a calçada aqui em frente foi aberta e fechada quatros vezes. Poderia haver melhor planejamento para fazer tudo de uma vez só'', avalia. Agora que as obras acabaram ele espera ver o resultado.
O diretor do Departamento de Pavimentação da Secretaria Municipal de Obras, Maurício Fanini, explica que a duração das obras foi definida junto com os comerciantes numa audiência pública com o prefeito Cassio Taniguchi (PFL), em agosto do ano passado, e que elas acabaram dois meses antes do prazo. Os remendos e buracos na pista da esquerda continuam porque a repavimentação deste lado não fazia parte do projeto. ''Esta é outra obra que temos 90 dias para concluir'', diz Fanini.
Sobre as reclamações a respeito da localização da ciclovia, ele explica: ''Não é ciclovia, é uma pista de caminhada que por falta de educação está sendo usada por ciclistas. Como esse problema surgiu agora, vamos sinalizar a pista com a orientação de que é proibido andar de bicicleta no local.'' Também serão colocados tótens com marcações de quilometragem e dicas de saúde. E sobre o fato da calçada ser aberta e fechada diversas vezes, Fanini diz que cada concessionária tem seu próprio cronograma e cada obra é feita numa vala diferente.


