Festa do Milho agita Paiquerê
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domingo, 09 de fevereiro de 2003
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Hoje é o último dia para aproveitar a 8 Festa do Milho, em Paiquerê, distrito de Londrina. A festa começou na última sexta-feira e a expectativa dos organizadores do evento é que participem de 15 mil a 20 mil pessoas. Hoje, a festa começa a partir das 10 horas e se estende até depois da meia-noite, com almoço. Entre as delícias de milho preparadas para os visitantes estão a tradicional pamonha com queijo, curau, milho cozido e assado, espetinho com linguiça e bolinho frito de milho, polenta, bolo e suco de milho.
Para as cozinheiras e ''pamonheiras'' os últimos dias têm sido de intenso trabalho, que pode ser medido pelos números da festa - mais de 20 mil balaios de milhos, com 120 espigas cada, são usados durante a festa, e só de pamonhas são 25 mil unidades vendidas nas 30 barracas. O milho é descascado, ralado, cozido, triturado, passado na peneira, coado, misturado com açúcar, ovos ou leite - para cada prato uma mistura diferente. Nada se perde, tudo é aproveitado - a palha serve para envolver as pamonhas e do bagaço onde se estraiu o sumo é feito o bolinho frito. Parte do curau vira suco de milho, quando acrescido de leite condensado e leite.
A pamonheira mais antiga de Paiquerê, Inácia da Silva Campos, 43 anos, coordena uma equipe com mais dez mulheres e afirma que não se cansa de trabalhar. ''A gente põe carinho no trabalho'', afirmou. Além dela, que aprendeu com a mãe o ofício, aos oito anos de idade, outras dez ''pamonheiras'' coordenam outras equipes com sete a dez mulheres cada.
Uma novidade para facilitar o trabalho são os raladores elétricos, comprados com o dinheiro arrecadado na festa do ano passado. ''Agora está muito melhor, mas mesmo assim é muito cansativo, a gente vai dormir de madrugada e acorda cedo. Todo ano, na segunda-feira, quando acaba a festa, eu falo que não participo mais, mas a gente gosta e acaba voltando'', disse a ''pamonheira'' Emerentina Alves da Silva, 47 anos.
Todo o dinheiro arrecado é usado em benefício da própria comunidade. No ano passado, além dos raladores, foi construída uma capela mortuária no distrito. Inácia ressaltou que a estrada para o distrito foi recapeada e está em bom estado. ''Os visitantes podem vir tranquilos'', afirmou. O preço dos alimentos varia entre R$ 1,00 (espetinho), R$ 1,50 (pamonha) e R$ 4,00 (bolo inteiro).
Serviço
Paiquerê fica a 35 km de Londrina. Para quem pretende ir de ônibus, a passagem custa R$ 1,35. O usuário pega o ônibus da TCGL no Terminal do Centro e seguir até o Jardim Acapulco. De lá, toma outro ônibus da empresa Francovig até o distrito rural de Irerê (distante 25 km de Londrina). Em Irerê, ainda beneficiado pela integração, o passageiro segue até Paiquerê em outro ônibus da mesma empresa. As partidas do terminal Acapulco para Irerê ocorrem de meia em meia hora. Já de Irerê a Paiquerê os horários são os seguintes: 6h30; 7h; 8h; 10h30; 11h30; 12h30 (extra) 13h; 14h (extra); 15h (extra); 16h; 17h; 17h30; 18h (extra); 18h30 (extra); 19h; 20h; 21h e 22h30. Para mais informações sobre os horários e itinerários dos ônibus da empresa Francovig durante a 8 Festa do Milho, haverá plantão pelo telefone 3341-1704.


